Primeiras idéias sobre possiveis riscos na privatização e concessões de água e esgoto no Governo Temer

3072

Manifestantes em Santiago , no mês passado , que pediram o fim à água privatizada no Chile . Fotografia: Miguel Hechenleitner / Movimiento por la Recuperación del Agua y la Vida (Fonte: The Guardian)

Em tempos em que o “Governo’ Temer solta um amplo pacote de medidas, que incluí privatizações e concessões de serviço a particulares, isto deve ser aprofundado, observado e vigiado pela sociedade.

Se por um lado esta iniciativa pode realmente universalizar o serviço de saneamento no Brasil, a privatização pode elevar custos e colocar em risco o direito humano de acesso à água e ao saneamento, já reconhecido pela ONU.

Exemplos disto é o conteúdo de matéria publicada no jornal inglês The Guardian intitulada “The heavy price of Santiago’s privatised water” ( O alto preço da água privatizada de Santiago). A matéria mostra a mobilização da sociedade que começa a surgir contra o modelo de águas privatizadas herdado do Governo Pinochet em decorrência da crise hídrica vivida no Chile e as previsões futuras de esscassez.

Em um momento de crescente tensão climática em Santiago, surgem organizações e protestos que revelam a frustração com a privatização da água, que mantém preços desnecessariamente altos, com maus serviços (falta água por dias para certas áreas da capital) e poucas preocupações quanto a ações para resolver a oferta insuficiente no futuro.

Para você fazer a sua verdade, segue um contraponto ao discurso oficial par aprofundar a questão. O Transtational Institute vem estudando a privatização do setor e movimentos contra isto, bem como casos que é retirada a concessão privada do serviço e este é remunicipalizado. Recomendo a edição em português de “Reclaiming Public Water book”(Por um modelo público de água). As pesquisas caminharam para a publicação “Our Public Water Future: The global experience with remunicipalisation” (Nosso Futura Água Pública: A experiência global com a remunicipalização). A discussão passa por situações em cidades da dimensão de Jacarta e Paris por exemplo.

O livro debate a questão da privatização dos serviços de água e saneamento frente a um movimento de remunicipalização do setor, mostrando que entre março de 2000 e março de 2015, ocorreram pelo menos 235 casos de volta para o poder publico deste serviço em 37 países, afetando mais de 100 milhões de pessoas. A publicação pode ser baixada aqui.

Criem a sua verdade!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: