IPEA lança publicação sobre a contabilização da água virtual na cultura da soja

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Acabou de sair em março uma nova públicação do IPEA “TD 2180 – Água Virtual e o Complexo Soja: contabilizando as exportações brasileiras em termos de recursos naturais”

O texto tem como objetivo contabilizar as exportações brasileiras em termos de recursos naturais, especificamente a água virtual, carreada pelo complexo soja em 2013, identificando, além da volumetria, os principais destinatários. A proposta, mais que a simples quantificação, é demonstrar que, sendo o Brasil um grande exportador de alimentos, também se posiciona deste modo em nível de fresh water e, nesta condição, suporta parcela substancial das necessidades hídricas alheias, apresentando-se a seus parceiros comerciais, por conseguinte, como uma fonte complementar do recurso.

Clique aqui para baixar esta publicação.

Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27313&Itemid=406

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Estudo inédito do IBGE comprova desmatamento e aponta redução nas pastagens naturais e florestas

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De 2010 a 2012, as áreas ocupadas por vegetação natural não-arbórea sujeitas ao pastoreio (pastagens naturais), que predominam nos biomas cerrado, caatinga e pampa, apresentaram uma redução de 7,8% em sua cobertura, com uma perda de aproximadamente 149.670 km2. Nas vegetações florestais, que predominam nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, nesse período, o percentual de desflorestamento foi quatro vezes menor (1,8%), e correspondeu a cerca de 59.230 km2. Observou-se uma aceleração nos processos de mudanças na cobertura e uso da terra, uma vez que nos dois anos compreendidos entre 2010 e 2012, houve alterações em 3,5% do território nacional, a metade do observado nos dez anos compreendidos entre 2000 e 2010 (7,0%). Entre as áreas que sofreram alteração, o principal processo observado foi a expansão agrícola, responsável por 68,0% (77.520 km2) dos avanços em áreas florestais e áreas florestais mistas e 66,0% (101.710 km2) das mudanças nas pastagens naturais e campestres mistas.

Essas informações fazem parte do projeto Mudanças na Cobertura e Uso da Terra, que, inserido no contexto das conferências mundiais sobre meio ambiente, na implementação do Sistema de Contabilidade Econômica Ambiental e nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), tem como objetivo monitorar as mudanças na cobertura e uso da terra do Brasil a cada dois anos e possibilitar comparações internacionais. Nesta divulgação, foram analisados os períodos de 2000 a 2010 e de 2010 a 2012, utilizando imagens de satélite de diferentes resoluções espaciais associadas a informações complementares.

A publicação completa do estudo pode ser acessada aqui.

Na página do IBGE você encontra também audios e arquivos da apresentação do estudo. Acesse aqui.

Alimentos não saudáveis causam mais de 200 doenças; OMS ensina cinco medidas preventivas

No Dia Mundial da Saúde, marcado nesta terça-feira (7), a agência da ONU para a área da saúde pede uma ação para prevenir estes alimentos em toda a cadeia alimentar, desde a produção ao consumo, e recomendou cinco medidas fundamentais para evitá-los; veja o vídeo.

A contaminação dos alimentos por bactérias, vírus, parasitas ou substâncias químicas nocivas causam mais de 200 doenças, desde a diarreia ao câncer. A fim de aumentar a conscientização e promover ações para manter segura toda a cadeia alimentar, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) elegeu o tema “Do campo à mesa, obtendo alimentos seguros” para marcar o Dia Mundial da Saúde 2015, comemorado nesta terça-feira, 7 de abril. Continue lendo

ONU alerta: apenas 20% da água residual é tratada, provocando riscos para saúde e biodiversidade

Apenas 8% dos países de baixa renda são capazes de tratar as águas residuais. Foto: ONU Água

Apenas 8% dos países de baixa renda são capazes de tratar as águas residuais. Foto: ONU Água

Em tempos de crise hídrica, uma solução para minimizar a falta de água pode ser sua reciclagem. Mas, apenas 20% da água residual do mundo é atualmente tratada, prejudicando, principalmente, os países de baixa renda. A informação faz parte de um relatório elaborado por várias agências da ONU e divulgado na última segunda-feira (02).

O documento, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em nome da ONU Água, intitulado Wastewater Management- A UN-Water Analytical Brief (Gestão de Águas Residuais – Uma breve análise da ONU sobre a água), descreve os danos provocados no ecossistema e biodiversidade pela contaminação da água e a falta de tratamento, que prejudicam a saúde, as atividades econômicas e a segurança desse recurso natural.

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Clique aqui para baixar o report

Nos países de baixa renda, esse problema se agrava, com apenas 8% dos países capazes de tratar as águas residuais. O acesso escasso à água e a contaminação desse bem natural geram doenças graves, que poderiam ser facilmente evitadas, principalmente na África, onde mais de 547 milhões de pessoas carecem de acesso a saneamento básico.

Para o diretor executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, o gestão da água residual deve ser parte integral do planejamento urbano e da legislação de um país e a Conferência sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que acontece em 2016,  oferecerá uma oportunidade para tratar esse tema de forma global.

Já o chefe do PNUMA, Achim Steiner, ressaltou que cerca de 70% dos resíduos industriais em países em desenvolvimento não são tratados. Uma cifra que se bem administrada pode converter-se em uma oportunidade de conservação e acesso para diferentes setores.

“A agricultura consome 70% da extração global de água, mas a irrigação da agricultura com água residual reaproveitada está em alta e é usada para irrigar entre 20 e 45 milhões de hectares em todo o mundo. Isso é apenas uma fração do que é possível, se políticas e tecnologias disponíveis convergirem para assegurar que a água residual e água de qualidade sejam integradas em uma agenda de água mais holística dentro do processo pós-2015”, adicionou.

Embrapa: Tecnologia permite usar água com teor de sal

Água potável do Programa Água Doce - Foto: Fernanda Birolo

Água potável do Programa Água Doce – Foto: Fernanda Birolo

03/02/15 – Viver e produzir alimentos sem água é impossível. Mas, o que fazer quando a única fonte disponível tem altos teores de sal?

Sabe-se que o uso inadequado das águas salinas causa grandes prejuízos ao meio ambiente e à agricultura, provocando processos de salinização do solo. No entanto, estudos desenvolvidos em várias regiões do mundo indicam que ela não é, necessariamente, uma vilã. Pelo contrário, pode ser uma saída para regiões que não dispõem de outra alternativa.

É o caso de muitas localidades do Semiárido brasileiro, onde há um elevado potencial de águas subterrâneas, mas que, em sua maioria, são salinas ou salobras. E é de poços perfurados nessas condições que um grande número de famílias tira a água para beber, além de utilizá-la em atividades agrícolas e na criação de animais. Para que fique própria para o consumo humano, essa água passa por um processo de dessalinização, por meio de aparelhos com filtros bastante potentes.

“O uso dos dessalinizadores tem sido uma alternativa em todo o mundo para se obter água de qualidade superior, visando a atender à demanda de populações, especialmente em regiões com elevada escassez hídrica”, observa Gherman Araújo, pesquisador da Embrapa Semiárido. No entanto, ele alerta que esse processo, além de permitir a obtenção de água potável, produz também um rejeito com concentração ainda mais alta de sais, que podem trazer prejuízos para o solo de forma muito rápida.

Visando a proporcionar o uso desse rejeito com o menor impacto ambiental possível, a Embrapa desenvolveu uma tecnologia que une a criação de peixes com a produção de plantas. Nesse sistema, o rejeito da dessalinização é depositado em dois grandes tanques de 330m³, utilizados de forma comunitária para a criação de tilápias que se desenvolvem bem nessas condições. Um terceiro tanque armazena o concentrado que já passou pelos tanques de criação. Acrescida da matéria orgânica produzida pelos peixes, a água contida nesse tanque é utilizada para irrigar plantas resistentes ou tolerantes à salinidade, como a erva-sal, destinada à alimentação de animais.

De acordo com Gherman Araújo, em um ano é possível produzir cerca de 650 kg de peixe por tanque, e aproximadamente dez toneladas de forragem em apenas um hectare. “Assim, além de fornecer água potável para a comunidade, o sistema também gera novas alternativas de produção e aumento da renda familiar, tudo isto com a garantia da preservação do meio ambiente”, destaca.

Esse sistema de uso integrado do rejeito do dessalinizador tem sido utilizado como a principal tecnologia do Programa Água Doce, do Governo Federal. Lançado em 2004, ele vem sendo implantado em diversas comunidades rurais do Semiárido, beneficiando cerca de 100 mil pessoas em 154 localidades do Nordeste.

Além desse sistema, trabalhos de pesquisa têm buscado oferecer outras alternativas para o uso do rejeito da dessalinização. Uma delas é a flexibilização do sistema comunitário, considerado de grande porte, adaptando-o para um sistema de produção familiar e poços de menores vazões, com a utilização de pequenos tanques de criação de peixes, com cerca de cinco mil litros. Outra ainda é a prospecção e a avaliação de novas cultivares de plantas alimentares e forrageiras e espécies de peixes resistentes ou tolerantes à salinidade que poderão ser incorporadas ao sistema.

O potencial de utilização das águas salinas diretamente nas atividades produtivas também vem sendo avaliado, como o uso para a dessedentação animal ou para pequenas irrigações. “Nós entendemos que a água salina é uma alternativa de aumento da eficiência dos sistemas produtivos na região semiárida. Ela não é um problema, é uma alternativa de solução para o incremento da produção familiar”, afirma Gherman Araújo.

Ele ressalta, no entanto, que esta água precisa ser usada de forma sazonal e estratégica. A intenção, segundo ele, é explorar o ciclo das chuvas e fazer uma complementação com as águas salinas. “É preciso usá-las com conhecimentos técnicos, de forma racional e respeitando as características do solo, água, clima, plantas e animais”, ressalta.

Publicado na Revista XXI Ciência para a vida

Fernanda Birolo (Mtb 81/AC)

Embrapa Semiárido

Telefone: (87) 3866-3734

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

ONUBR: FAO oferece curso gratuito sobre agricultura familiar na América Latina e Caribe

(Nota do Editor: o curso começa hoje portanto corra e participe)

Como parte do Ano Internacional da Agricultura Familiar, curso de autoaprendizagem à distância, em espanhol, integra o Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO. (ONUBR- 15 de Outubro de 2014) ·

Por ocasião do Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) e do Dia Mundial da Alimentação, a FAO abre ao público o curso gratuito de autoaprendizagem à distância Agricultura Familiar na América Latina e no Caribe, setor-chave para a segurança alimentar.

Aberto de 16 de outubro a 31 de dezembro de 2014, o curso é ministrado pelo Núcleo de capacitação em Políticas Públicas da FAO e integra as atividades do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.

Os participantes contarão com informações para apoiar o fortalecimento da agricultura familiar, setor estratégico para a segurança estratégica alimentar nos países da América Latina e o Caribe, e que desempenha um papel importante para erradicar a fome e a pobreza rural.

O curso aprofundará os principais temas relacionados à agricultura familiar como o acesso a mercados, a inclusão em cadeias de valor, os seguros, a alimentação escolar, o acesso a terra, a água e outros recursos. Outros temas que também serão abordados no curso são aquicultura, assistência técnica, gestão de risco e mudanças climáticas, desenvolvimento rural e políticas públicas.

Duração e inscrição

O curso tem uma duração de aproximadamente 80 horas e estará aberto a partir do dia 16 de outubro até 31 de dezembro. Para mais informações, acessar a ficha de apresentação em:
www.rlc.fao.org/es/capacitacion/nucleo/cursos/autoaprendizaje/af201409/

A capacitação está estruturada em três módulos, em espanhol, e está aberto a todas as pessoas interessadas no tema, especialmente servidores públicos, organizações, profissionais e instituições, locais e nacional, envolvidas na implementação de políticas públicas relacionadas à agricultura familiar, bem como membros do setor de cooperação, sociedade civil, organizações sociais de agricultores familiares, cooperativas e setor privado.

Fonte: http://www.onu.org.br/fao-oferece-curso-gratuito-sobre-agricultura-familiar-na-america-latina-e-caribe/

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ONUBR: FAO abre inscrições para cursos a distância sobre desertificação, gênero e agricultura urbana

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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) está com inscrições abertas até 16 de março para cursos a distância sobre desertificação e seus impactos, análise socioeconômica e de gênero na luta contra a fome e agricultura urbana como ferramenta para a segurança alimentar.

As matrículas custam 190 dólares para conveniados e 210 dólares para não conveniados. Todos iniciam em 7 de abril e as datas de término variam.

Para saber detalhes sobre os currículos e como se candidatar para o curso sobre desertificação, clique aqui; sobre gênero, clique aqui; e sobre agricultura urbana, clique aqui.

Fonte: http://www.onu.org.br/fao-abre-inscricoes-para-cursos-a-distancia-sobre-desertificacao-genero-e-agricultura-urbana/

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