PF prende seis pessoas por danos à unidade de conservação no Amapá

amapa_madeira03/02/2016 – Macapá/AP – A Polícia Federal prendeu ontem (2), em flagrante, seis pessoas que estavam causando dano à Unidade de Conservação da Reserva Extrativista do Rio Cajari, em Laranjal do Jari/AP.

Ao passar pela reserva Rio Cajari – que é considerada bem da União – localizada na BR 156, em Laranjal do Jari/AP, foi constatado que os indivíduos estavam extraindo madeira ilegalmente com a finalidade transportá-la para aquela cidade.

Foram apreendidos: um caminhão, que era utilizado para o transporte da madeira; uma moto; uma motosserra; e aproximadamente 20m³ de madeira serrada.

Os presos foram autuados pelo crime de dano direto às unidades de conservação e tentativa de furto mediante concurso de pessoas. Logo após, foram encaminhados à audiência de custódia em Laranjal do Jari/AP, e ficarão à disposição da Justiça Federal.

Comunicação Social da Polícia Federal no Amapá – Telefone: (96) 3213-7500

Fonte: http://www.pf.gov.br/agencia/noticias/2016/02/pf-prende-seis-pessoas-por-danos-a-unidade-de-conservacao-no-amapa

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Estudo inédito do IBGE comprova desmatamento e aponta redução nas pastagens naturais e florestas

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De 2010 a 2012, as áreas ocupadas por vegetação natural não-arbórea sujeitas ao pastoreio (pastagens naturais), que predominam nos biomas cerrado, caatinga e pampa, apresentaram uma redução de 7,8% em sua cobertura, com uma perda de aproximadamente 149.670 km2. Nas vegetações florestais, que predominam nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, nesse período, o percentual de desflorestamento foi quatro vezes menor (1,8%), e correspondeu a cerca de 59.230 km2. Observou-se uma aceleração nos processos de mudanças na cobertura e uso da terra, uma vez que nos dois anos compreendidos entre 2010 e 2012, houve alterações em 3,5% do território nacional, a metade do observado nos dez anos compreendidos entre 2000 e 2010 (7,0%). Entre as áreas que sofreram alteração, o principal processo observado foi a expansão agrícola, responsável por 68,0% (77.520 km2) dos avanços em áreas florestais e áreas florestais mistas e 66,0% (101.710 km2) das mudanças nas pastagens naturais e campestres mistas.

Essas informações fazem parte do projeto Mudanças na Cobertura e Uso da Terra, que, inserido no contexto das conferências mundiais sobre meio ambiente, na implementação do Sistema de Contabilidade Econômica Ambiental e nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), tem como objetivo monitorar as mudanças na cobertura e uso da terra do Brasil a cada dois anos e possibilitar comparações internacionais. Nesta divulgação, foram analisados os períodos de 2000 a 2010 e de 2010 a 2012, utilizando imagens de satélite de diferentes resoluções espaciais associadas a informações complementares.

A publicação completa do estudo pode ser acessada aqui.

Na página do IBGE você encontra também audios e arquivos da apresentação do estudo. Acesse aqui.

Agência Brasil: Na maior bacia hidrográfica do planeta, desafio é levar água a ribeirinhos

Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro Tomaz Silva/Agência Brasil

Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro Tomaz Silva/Agência Brasil

Pedro Peduzzi – Enviado Especial – Agência Brasil16.04.2014 – 05h41 | Atualizado em 16.04.2014 – 05h45

Viver na maior bacia hidrográfica do planeta não garante aos ribeirinhos da Amazônia o acesso à água. Fazer com que esse bem chegue às casas – especialmente no período de seca, quando aumenta a distância até o rio – requer força nos braços, para carregar as latas, ou dinheiro para bancar o diesel usado nos motores que bombeiam a água para as caixas comunitárias. Apesar da proximidade com os rios, muitos ribeirinhos têm a qualidade de vida prejudicada devido à dificuldade de levar, a seus lares, esse recurso natural tão necessária para os afazeres domésticos, para a saúde e para a higiene.

Dependendo do período, a distância até o rio pode ser de quase 1 quilômetro, relatou à Agência Brasil a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas do Instituto Mamirauá Dávila Correa. “E como a água é usada principalmente para tarefas domésticas, geralmente quem a carrega são as mulheres”, acrescentou a socióloga e pesquisadora.

A dificuldade em levar água até as casas faz com que muitos optem por se banhar nos rios da região. Mas isso pode implicar riscos, principalmente para as crianças. “Banho aqui é sempre no rio. Se for durante o dia, é de roupa. À noite, pelado”, disse Tânia Maria de Sales, 34 anos. “Meu medo são os bichos. Tem muitas cobras, jacarés e piranhas por aqui”, acrescentou a ribeirinha que já perdeu três sobrinhos por afogamento, na comunidade Nossa Senhora da Aparecida – localizada no Lago Catalão, a cerca de uma hora de barco de Manaus.

Quem opta pelos motores a diesel para bombear água até as caixas comunitárias arca também com os custos elevados. “O problema é que o diesel por aqui é muito caro. Chega a custar R$ 4 o litro”, disse o presidente da Comunidade São Francisco, Raimundo Ribeiro da Silva, 49 anos. “Esse preço dificulta as coisas. O gerador fica desligado porque temos de economizar combustível. Em média, são sete litros por dia para fazê-lo funcionar das 18h às 22h. A conta fica perto de R$ 1 mil por mês”, acrescentou.

Sobra então para as mulheres da comunidade que, a exemplo de Anicélia Barbosa Mendes, 21 anos, precisam de água para lavar a roupa e a louça da família. “A falta de água tratada é o que mais prejudica a comunidade. Aqui em casa temos de ferver a água do rio para poder bebê-la. Por isso gastamos muito dinheiro com botijão de gás, que custa R$ 50. A gente consome um por mês. Dinheiro que economizaríamos se tivéssemos tratamento de água.”

A comunidade de São Francisco espera ser beneficiada por um sistema de bombeamento de água por energia solar que já chegou a outras 15 comunidades da região. Os sistemas foram instalados pelo Instituto Mamirauá entre 2010 e 2013. “Desenvolvemos essa tecnologia depois de ver o quanto o acesso à água pode melhorar a qualidade de vida dos ribeirinhos”, explicou a pesquisadora Dávila Correa.

O primeiro protótipo dessa tecnologia foi apresentado em 2000. “O banho nos rios passou a ser feito com maior intimidade, dentro ou nas redondezas das casas. Isso, além de reduzir o número de acidentes, causou impacto significativamente positivo nas áreas sociais. Quando o sistema é implementado, as atividades domésticas feitas na beira do rio passam para a casa, diminuindo o estresse em toda a comunidade. Sobretudo em mulheres e crianças”, acrescentou.

O sistema desenvolvido pelo instituto venceu, em 2012, o Projeto Finep de Inovação na categoria Tecnologia Social. Como diminui o consumo de óleo diesel, o equipamento é ambientalmente indicado por evitar emissões de gases para a atmosfera. “Ele também apresenta resultados positivos para a saúde da população”, explicou Dávila.

Foi o que constatou a agente de Saúde Comunitária Ivone Brasil Carvalho, 28 anos, da comunidade Vila Alencar, uma das 15 beneficiadas pelo sistema. “O sistema ajudou muito. As mães sofriam porque na seca o rio fica bem longe. Agora, a gente tem água em terra todos os dias. Diminuiu também, tanto em adultos quanto em crianças, a incidência de doenças como gripe, tosse e diarreia porque a água chega pré-filtrada nas casas”, disse a agente de saúde.

A comunidade já fazia coleta de água de chuva, com calhas e tanques fornecidos pelo programa Pró-Chuva. “Mas, agora temos fartura de água, a ponto de alguns tanques virarem piscina para as crianças”, disse ela ao mostrar Wisle Santos Castro, de 15 anos, que brincava com uma cuia em uma caixa d’água. “As famílias nunca imaginavam poder, um dia, tomar banho em casa”, acrescentou a ribeirinha Ednelza Martins da Silva, 42 anos.

Outra comunidade beneficiada pelo sistema de bombeamento de água por energia solar foi Boca do Mamirauá, onde vive a guia comunitária Francilvânia Martins de Oliveira, 24 anos. “Melhorou muito nossa situação durante a seca. Antes, tínhamos de descer para lavar a roupa ou pegar água, correndo sempre o risco de esbarrar com bichos. Agora tem até máquina de lavar roupa aqui na comunidade.”

Em 2013, o Instituto Mamirauá fez um monitoramento da qualidade da água nas 15 comunidades beneficiadas pelo sistema. “Ainda falta concluir a última comunidade, mas a adoção do sistema certamente implica benefícios nas áreas de saúde”, disse Dávila Correa, referindo-se ao estudo que está analisando a água dos rios, das caixas d’água, das torneiras e dos recipientes que guardam a água nas comunidades atendidas.

O custo de instalação dos 15 sistemas chegou a R$ 400 mil, valor que inclui os gastos com assistência técnica.  “Nós [do Instituto Mamirauá] temos o compromisso de instalar, a cada ano, dois sistemas nas comunidades”, informou a integrante do Grupo de Pesquisa das Populações Ribeirinhas.

Por 11 dias, no mês de fevereiro, a equipe de reportagem da Agência Brasil viajou pela Amazônia para conhecer o dia a dia dessas comunidades. A vida dos ribeirinhos também será destaque no programa Caminhos da Reportagem, que será exibido pela TV Brasil nesta quinta-feira (17), às 22h.

Fonte: http://www.ebc.com.br/noticias/brasil/2014/04/na-maior-bacia-hidrografica-do-planeta-desafio-e-levar-agua-a-ribeirinhos

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ONU Brasil: Hidrelétrica Belo Monte é tema de reportagem da TV das Nações Unidas

21 de agosto de 2012 · Comunicados

Líder indígena, Sheyla Juruna. (TV ONU)

A equipe da TV das Nações Unidas (UNTV) visitou a região onde está sendo construída a hidrelétrica Belo Monte, no Pará, durante o primeiro semestre deste ano para as gravações da edição especial do programa Século XXI. A reportagem de onze minutos apresenta os argumentos de lideranças indígenas, dos moradores de áreas que serão alagadas pela barragem e dos representantes da empresa e do Governo brasileiro.

A reportagem apresenta o desafio do governo brasileiro de, por um lado, preparar o país para atender a demanda energética de uma economia que caminha para ser a quinta maior do planeta e, por outro lado, respeitar o modo de vida dos povos indígenas e das comunidades locais.

“Muitos na comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas, têm enfatizado que devem ser feitos esforços concentrados para realizar consultas adequadas aos grupos indígenas, e que chegar a um consenso é fundamental, uma vez que mais cinco grandes represas hidrelétricas foram aprovadas na Amazônia e muitas outras podem estar a caminho”, afirma um trecho da reportagem, produzida por Charlie Lyons.

Assista à reportagem:

Portal AMB: Terminam na quinta, dia 2, inscrições do I Congresso Internacional de Magistrados sobre Meio Ambiente

Ascom/AMB

29.07.2012  22:07

Renata Brandão

Os interessados em participar do I Congresso Internacional de Magistrados sobre Meio Ambiente da AMB têm até esta quinta-feira, dia 2 de agosto, para garantir a vaga. Realizado pela AMB, em parceira com a Escola Nacional da Magistratura e com a Associação dos Magistrados da Amazônia (Amazon), o evento vai acontecer entre os dias 8 e 10 de agosto, no Centro de Convenções do Hotel Tropical, em Manaus (AM), e tem o objetivo de enfatizar a ideia de que o Direito Ambiental rompeu barreiras territoriais e ideológicas, apresentar soluções para os problemas decorrentes do mau uso do Meio Ambiente, entre outros.

A abertura do evento, marcada para as 18h30, contará com a presença dos Presidentes Nelson Calandra (AMB) e Aristóteles Thury (Amazon), do Vice-Presidente de Assuntos Ambientais da AMB, Rui Guilherme, do Governador do Amazonas, Omar Aziz, da representante do PNUMA no Brasil, Denise Hamú, e da Presidente da Comissão Mundial de Direito Ambiental da UICN, Sheila Abed, além dos Ministros Hermam Benjamim e Mauro Campbell, ambos do STJ.

Inscrição: Os 100 primeiros Magistrados associados à AMB não vão pagar a inscrição. Para os profissionais, será cobrado R$ 200,00, aos acadêmicos o valor é de R$ 100,00. Todos os participantes receberão certificado.

O I Congresso Internacional de Magistrados sobre Meio Ambiente da AMB tem ainda o apoio do Governo do Estado do Amazonas e da Prefeitura de Manaus.

Faça aqui a sua inscrição

Veja aqui a programação.

Agência Brasil: Manaus: Rio Negro atinge maior nível da história

16/05/2012 – 10h45

Nacional
Karina Cardoso
Enviada Especial da Rádio Nacional da Amazônia

Manaus – O Rio Negro alcançou hoje (16) o maior nível já registrado na história: 29,79 metros (m). A medição está dois centímetros acima da verificada na cheia de 2009, até então considerada a mais intensa.
Ao todo, 49 dos 62 municípios do Amazonas estão em situação de emergência. Pelo menos 75 mil famílias já foram atingidas pelas inundações em todo o estado.

“A situação é catastrófica. Quando chove é esse corre-corre danado. É um vexame, todo mundo se apavorando. Para meu maior inimigo eu não desejo [passar por isso]”, diz Maria das Graças, moradora do bairro São Jorge, na periferia de Manaus.

Segundo dados da prefeitura, mais de 18 mil pessoas foram atingidas em 11 bairros da capital amazonense: São Raimundo, Presidente Vargas (Matinha e Bariti), Glória, São Geraldo, São Jorge, Aparecida, Educandos, Betânia, Raiz, Morro da Liberdade e centro.

“Cada vez que chove aumenta a água. E não é normal, apesar de morarmos em uma área que alaga. Mas a gente não esperava que fosse ficar desse jeito ”, disse Lorraine Gabriele, moradora do Bariri.

As águas chegam aos bairros por meio dos córregos e igarapés, espalhados por Manaus. Junto com a água, há muito lixo e esgoto, o que prejudica principalmente as crianças, que reclamam de dor de cabeça, vômito e diarreia.

A prefeitura e a Defesa Civil têm promovido ações como a retirada de lixo dos igarapés, a construção de passarelas e a distribuição de água potável e cestas básicas.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a situação pode ainda piorar, já que a estimativa é que o nível do Rio Negro ultrapasse os 30 metros.

Edição: Juliana Andrade

Relatório Banco Mundial “Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira”

“Dinheiro Sujo” da Extração Ilegal de Madeira Pode Ser Descoberto e Confiscado, Informa o Banco Mundial

Press Release No:3012/329/FPD

Clique aqui para baixar o Relatório (em PDF)

Washington, 20 de março de 2012 – A cada dois segundos, uma área florestal do tamanho de um campo de futebol é derrubada por madeireiros ilegais ao redor do mundo. Um novo relatório do Banco Mundial divulgado hoje mostra como podem os países usar o sistema de justiça criminal para combater efetivamente a derrubada ilegal de matas, punir a criminalidade organizada e descobrir e confiscar os lucros ilegítimos da extração ilícita de madeira.

O relatório Justice for Forests: Improving Criminal Justice Efforts to Combat Illegal Logging – Justiça para as Florestas: Melhoria dos Esforços da Justiça Criminal para Combater a Extração Ilegal de Madeira – afirma que, para ser eficiente, a autoridade coatora precisa olhar para além dos criminosos de baixo nível e verificar para onde vão os lucros da derrubada ilegal.  Seguindo a trilha do dinheiro e usando ferramentas desenvolvidas em mais de 170 países para ir em busca de “dinheiro sujo”, a justiça criminal tem condições para punir as organizações criminosas envolvidas em derrubada ilegal de madeira em grande escala e confiscar seus ganhos ilícitos. Continue lendo

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