Em carta aberta a Fernando Pimentel, entidades propõem medidas para proteção da água em Minas Gerais

Sugestões terão efeito a curto prazo, mas não garantem continuidade da “fabricação” do recurso pela natureza

novo_logo_amdaBelo Horizonte, 10 de fevereiro de 2015 – Entidades ambientalistas, condomínios e comitês de bacias enviaram, nesta segunda-feira (09), ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, carta aberta na qual propõem políticas públicas que garantam a proteção dos mananciais de abastecimento público. As instituições citam como exemplo a situação da bacia do rio Manso, que alimenta a represa de mesmo nome, responsável pelo abastecimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte: tanto o rio, como praticamente todos os seus afluentes, nascentes, margens e áreas de recarga estão desprotegidas, sem cobertura vegetal e com processos erosivos.

Para as entidades, as medidas anunciadas pelo Governador não contemplam o problema principal que é a geração de água. Elas alertam que a situação é muito mais grave, porque o maior risco não é “ficar sem água em casa: é ficarmos sem água nos rios devido ao mau uso do solo, ao desmatamento e à poluição”.

As instituições questionam a possibilidade de transposição da água do rio Paraopeba para a barragem do rio Manso, lembrando que ele e seus tributários também estão morrendo, assolados por ocupação desordenada do solo, incêndios, pisoteio de gado, minerações irresponsáveis, despejo de esgoto e lixo e desmatamento. A carta pontua que a recuperação das bacias deve ser considerada prioritária pelo governo. Continue lendo

Arquivo para download – minha palestra sobre Economia Colaborativa

Companheiros de Aldeia,

Obrigado por ontem. Como eu já disse, ajuda a levantar o ânimo ver mais de 50 pessoas ouvindo meus devaneios sobre sharing economy por quase duas horas, e depois compartilhando um ótimo bate papo. Como prometido, segue o arquivo.

Depois conversamos mais.

 

economia do compartilhamento-2

AMDA: ALMG desarquiva projeto que permite mineração em rios de preservação permanente

Assembleia de Minas desarquiva projeto que permite mineração em rios de preservação permanente

Deputado Lafayette de Andrada é autor da proposta

novo_logo_amdaBelo Horizonte, 22 de maio de 2014 – Os poucos rios legalmente protegidos por lei em Minas, considerados de preservação permanente estão, novamente, em risco. O deputado Lafayette de Andrada (PSDB) reapresentou o Projeto de Lei (PL) n° 3614/12, de sua autoria, que prevê autorização para revolvimento de sedimentos para a lavra de recursos minerais com expressa autorização do órgão ambiental competente, mediante medidas mitigadoras e compensatórias.

Em 2012, o PL enfrentou forte pressão de organizações ambientalistas, entre elas a Amda. As entidades solicitaram intervenção do governador Antonio Anastasia e o projeto foi arquivado em abril de 2013. Na justificativa do projeto, o deputado imputa a proposta a “interesses públicos”, à “necessidade de desenvolvimento do estado” e cita mineração de areia e cascalho.

“Como sempre a proposta do deputado não se baseia em qualquer estudo técnico que comprove a relação custo/benefício, ou seja, destruir o rio será mais vantajoso para todos. Revolvimento de leito de rio gera impactos irreversíveis, sem possibilidade de mitigação. E compensação não é moeda de troca. Não atesta viabilidade de qualquer empreendimento. A impressão que temos é que enquanto houver um rio preservado neste estado, sempre haverá algum deputado que queira destruí-lo”, comentou Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda.

Os rios de preservação permanente, protegidos pela Lei nº 15.082/2004, são aqueles com excepcional beleza ou dotados de valor ecológico, histórico ou turístico, em ambientes silvestres pouco alterados. Dentre eles está o rio Cipó, afluente do rio Paraúna, e seus tributários, integrantes da bacia hidrográfica do rio das Velhas – considerados como de Importância Biológica Extrema pelo governo de Minas Gerais.

Outro que pode ser afetado é o rio São Francisco, no trecho que se inicia imediatamente a jusante da barragem hidrelétrica de Três Marias e vai até a cachoeira de Pirapora. “Este trecho do rio é um dos poucos que, apesar do desmatamento, incêndios e mau uso do solo, mantêm alguma integridade. É nele, por exemplo, que se tentou construir a barragem de Formoso (Cemig), que causou grande reação da sociedade”, explicou a superintendente.

A Amda pretende desenvolver diversas ações contrárias ao projeto. Entre elas buscar mobilização popular na região da Serra do Cipó e agir em conjunto com as entidades ambientalistas do estado que compõem a Frente Mineira pela Proteção da Biodiversidade. Se aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, o PL terá de passar pela Comissão de Meio Ambiente. Os ambientalistas pedirão audiência pública em BH e na Serra do Cipó.

“O deputado está enganado. Temos certeza de que haverá rejeição absoluta à sua proposta. Preservar a água está acima de qualquer interesse econômico. Ainda mais no caso do rio Cipó, cuja importância ambiental, paisagística e de usos sociais estão acima disto”, reforçou Dalce.

Para mais informações: (31) 3291 0661

Atte: Marina Bhering
Assessora de Comunicação
Amda – Associação Mineira de Defesa do Ambiente
marina@amda.org.br
http://www.amda.org.br
31 3291 0661

Dia 27/05- Minha palestra Economia compartilhada e meio ambiente – participem

Nota do Editor: Quem puder comparecer, agradeço… vamos compartilhar ideias…

terça ambiental economia

Economia Compartilhada e Meio Ambiente é o tema da Terça Ambiental deste mês. O convidado da Amda é Alexandre Magrineli, advogado especialista em meio ambiente. O evento acontecerá na próxima terça-feira (27), às 19h, na rua Guajajaras, 40, 16º andar, no Edifício Mirafiori, localizado no Centro de Belo Horizonte.

No dia 20 de agosto do ano passado, a cota de recursos que a natureza poderia oferecer em 2013 se esgotou. A data assinalou o Dia da Sobrecarga da Terra, marco anual de quando o consumo humano ultrapassa a capacidade de renovação do planeta. O cálculo foi divulgado pela Global Footprint Network (Rede Global da Pegada Ecológica), organização não governamental parceira da rede WWF.

O levantamento compara a demanda sobre os recursos naturais empregados na produção de alimentos e o uso de matérias-primas com a capacidade da natureza de regeneração e reciclagem dos resíduos, a chamada pegada ecológica – medida que contabiliza o impacto ambiental do homem sobre esses recursos. Em menos de oito meses, o consumo global exauriu tudo o que a natureza consegue repor em um ano e, entre setembro e dezembro, o planeta operou no vermelho.

Garanta já sua inscrição! As vagas são limitadas.

Ao final da palestra, o público terá espaço para fazer perguntas ou comentários. Haverá ainda sorteio de brindes institucionais. A Amda disponibiliza certificado de participação no evento. É necessário solicitar o documento, após realização do evento, pelo e-mail eventos@amda.org.br.

18/03: Terça Ambiental – Água: por que devemos conhecer?

terça ambiental mauro

A Associação Mineira de Defesa do Ambiente (AMDA) inaugura a quarta temporada da sua já consagrada Terça Ambiental com um tema de extrema relevância: água. O primeiro convidado de 2014 da ONG é Mauro da Costa Val, engenheiro civil e Mestre em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos. O evento acontecerá no próximo dia 18 de março, às 19h, no Auditório do SENAC (Rua Guajajaras, 40 – 16º andar, Centro – Belo Horizonte). Excepcionalmente nesta edição a Terça Ambiental não acontecerá na última terça-feira do mês, como de costume. Continue lendo

Amda lança campanha pela ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu

Crédito: mosaico.cub3.com.br

Crédito: mosaico.cub3.com.br

Ambientalistas pedem adição de 100 mil hectares à unidade de conservação

novo_logo_amdaA Amda lançou, na última segunda-feira (10), petição online para ampliar o Parque Estadual Veredas do Peruaçu, considerado um dos maiores redutos da biodiversidade de Minas Gerais por abrigar espécies altamente ameaçadas como onça-pintada, cachorro-do-mato-vinagre, queixadas, antas e centenas de espécies de aves. Na campanha, a organização solicita que o governador do estado, Antonio Augusto Anastasia, autorize a adoção de 100 mil hectares (ha) à unidade de conservação como um de seus últimos atos no governo – ele deixará o cargo em abril. Para os ambientalistas, este seria um grande presente para Minas e para o Brasil.

Há mais de oito anos as entidades ambientalistas mineiras insistem com o governo para ampliação do Peruaçu. Se isso acontecer, o parque terá cerca de 130.000 ha, tornando-se a maior unidade de conservação de proteção integral no Estado.

O projeto técnico de ampliação, elaborado pelo Instituto Estadual de Florestas, está pronto e a área de ampliação conta com baixíssimo índice de ocupação humana, abarcando quase somente grandes propriedades, muitas com titularidade de terras duvidosa. As audiências públicas já foram realizadas e a ampliação conta com apoio de prefeituras e lideranças locais.  Continue lendo

AMDA – Troféu motosserra é entregue à ALMG e deputados reagem à crítica

Deputado Jayro Lessa recusa prêmio e agride verbalmente ambientalistas

Ambientalistas com o troféu motosserra na porta da ALMG / Crédito: Amda

Ambientalistas com o troféu motosserra na porta da ALMG / Crédito: Amda

Belo Horizonte, 01 de outubro de 2013 – Representantes da Frente Mineira pela Proteção da Biodiversidade entregaram na tarde de hoje (01) uma motosserra gigante à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) como prêmio pela aprovação da nova Lei Florestal Mineira. A motosserra desfilou pelas ruas de Belo Horizonte em um trio elétrico, que seguiu para a ALMG. Lá, os manifestantes procuraram alguns dos deputados que votaram a favor do Projeto de Lei 276/11, que modifica a Lei Florestal Mineira, de nº 14.309/02, e enfrentaram a fúria dos ruralistas, como Jayro Lessa (DEM), que agrediu verbalmente os ambientalistas.

O deputado Lessa afirmou, em alto e bom som, que os ambientalistas “não trabalham” e que ficam apenas “na zona sul debaixo do ar condicionado”. Além de enfatizar que é a favor do desmatamento, Lessa disse que votou a favor da lei e que faria de novo, argumentando que o “povo está passando fome”. O episódio ocorreu no café da ALMG com a presença de diversos espectadores que vaiaram o deputado após o tumulto. “Foi uma cena cômica e trágica ao mesmo tempo. Trágica pela sua postura, já que ele deveria proteger o interesse público e respeitar a sociedade e não foi isso que ele fez. Lessa aprovou um projeto que fere os interesses da sociedade e nos recebeu de maneira cômica, deixando claro seu descontrole com a situação”, relatou Maria Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda. Para Elizabete Lino, Relações Institucionais da Amda, que também estava na ALMG, foi uma cena surreal. “Fiquei impressionada como a forma que o deputado nos tratou”, disse.

Gustavo Correia (DEM) e Paulo Guedes (PT) também receberam o troféu motosserra. O primeiro deputado ouviu os ambientalistas e recebeu o prêmio. Já Paulo Guedes, depois de aceitar o troféu, voltou ao local onde os ambientalistas estavam concentrados e tentou argumentar que seu voto havia sido contrário ao projeto, diferente do que realmente aconteceu.

Rogério Correia (PT), que votou contra o PL, também conversou com os ambientalistas e aprovou a entrega do troféu motosserra. Correia apoiou uma das emendas propostas pela Frente sobre barramento em Veredas, um dos itens da campanha lançada pelos ambientalistas para solicitar o veto do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. “A nova lei não vai resolver a situação econômica de Minas, mas o estado não precisa mais desmatar para crescer”, disse Correia.

Outro item da campanha Veta, governador! é a permissão ao desmatamento em áreas consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade no estado. Para a Frente, a nova Lei Florestal Mineira é um grande retrocesso das normas jurídicas de proteção da biodiversidade e da água em Minas. O projeto, além de repetir artigos da Lei nº 12.651 – aprovada no Congresso Nacional em novembro de 2012 – considerados inconstitucionais pelo Ministério Público e altamente prejudiciais ao meio ambiente, foi piorado pela ALMG com acréscimo de artigos com finalidade clara de beneficiar o agronegócio.

Veja no facebook mais fotos do ato: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.436918029747343.1073741833.265816860190795&type=1

Para mais informações: (31) 3291 0661

%d blogueiros gostam disto: