ONUBR: Aumento da temperatura do planeta pode afetar abastecimento de água, mostra IPCC

8 de outubro de 2013 · Chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos autores do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), José Marengo, apresenta relatório no Rio de Janeiro. Foto: UNIC Rio/Fernanda Braune

O aumento da temperatura do planeta e consequente elevação do nível do mar pode salinizar os lençóis freáticos, prejudicando o abastecimento de água. Já o degelo das calotas polares pode produzir o fenômeno inverso.

É o que explica o chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e um dos autores do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), José Marengo.

“Normalmente, as correntes oceânicas transportam energia de regiões tropicais para regiões mais ao norte, ou seja, calor. Se isto é cortado, basicamente permite que o trópico continue quente e o norte congele. Como se corta isso? Pela salinidade. As águas se movem de uma região de maior salinidade para uma de menor salinidade. Tem que ter diferenças de salinidade. Mas se toda a Groenlândia se derrete, água doce dentro de um oceano salgado, a salinidade cai. Todos ficam com a mesma salinidade, então a água não se movimenta, fica meio estancada”, explica o professor, ressaltando que esse é um cenário que pode acontecer em longo prazo, assim como a savanização da Amazônia. Continue lendo

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ONUBR: Fuligem é o segundo maior causador de mudanças climáticas, afirma PNUMA 16 de janeiro de 2013 · Destaque

A fuligem, ou carbono negro, é o segundo poluente de maior impacto para as mudanças climáticas, atrás somente do dióxido de carbono e à frente do metano, mostra estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta terça-feira (15). A análise do Instituto para Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) – um dos integrantes da Coalizão pelo Clima e Qualidade do Ar (CCAC) do PNUMA – também evidencia que o potencial poluidor da fuligem, originária da queima incompleta de combustíveis fósseis e de biomassa, é duas vezes pior do que se pensava.

Segundo o documento, desenvolvido durante quatro anos por uma equipe de mais de 30 cientistas, o impacto da fuligem no Ártico e em outras regiões vulneráveis é maior e a substância tem grande influência no rápido aquecimento nas áreas de médias e altas latitudes do hemisfério norte.

O estudo conclui que a redução das emissões de fuligem derivada da queima principalmente de óleo diesel, mas também de outras fontes, como fornos de olarias e até a queima caseira de combustíveis, terá uma rápida influência na desaceleração do aquecimento global.

“A nova pesquisa mostra que temos que combater os poluentes de vida curta, como a fuligem. Peço que mais países, empresas e organizações ingressem na CCAC”, afirmou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, explicando que desde sua criação, em fevereiro de 2012, a coalizão cresceu de seis para 24 Estados-Membros.

Acesse o documento em inglês na página do Journal of Geophysical Research: Atmospheres.

Fonte: http://www.onu.org.br/fuligem-e-o-segundo-maior-causador-de-mudancas-climaticas-afirma-pnuma/

Banco Mundial: Novo relatório examina os riscos de um mundo 4 graus mais quente até o final do século

Clique na imagem para baixar o relatório completo em inglês

Clique na imagem para baixar o relatório completo em inglês           Para o Sumário executivo em português clique aqui

Novembro 18, 2012

 ‘Turn Down the Heat alerta: sem ação de política, os resultados podem ser perigosos: Inundação de cidades, aumento da desnutrição, morte de recifes, ondas de calor insuportáveis

WASHINGTON, 18 de novembro de 2012 – O mundo caminha rapidamente para ficar até 4 graus mais quente no final deste século se a comunidade global não tomar medidas relacionadas à mudança climática, o que desencadeará uma série de alterações incontroláveis, tais como ondas de calor extremo, diminuição dos estoques mundiais de alimentos e uma elevação do nível do mar que afetarão centenas de milhões de pessoas segundo um novo relatório científico encomendado pelo Banco Mundial que foi divulgado hoje.

Todas as regiões do mundo sofreriam – algumas mais do que outras – mas o relatório constata que os pobres serão os que mais sofrerão.

Turn Down the Heat (Reduzir o Calor), um retrato da mais recente ciência climática preparado para o Banco Mundial pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK) e pela Climate Analytics, diz que o mundo caminha para uma temperatura 4 graus centígrados[1] (4°C) mais elevada até o final deste século e que as atuais promessas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa não reduzirão muito esse número.

 “Um mundo 4 graus mais quente pode e deve ser evitado – precisamos manter o aquecimento abaixo de 2 graus,” disse o Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.  “A falta de ação com relação à mudança climática ameaça tornar o mundo que nossos filhos herdarão completamente diferente do que habitamos hoje. A mudança climática é um dos maiores desafios ao desenvolvimento e precisamos assumir a responsabilidade moral de adotar medidas em nome das gerações futuras, especialmente dos mais pobres.” Continue lendo

ONUBR: Quantidade de gases efeito estufa na atmosfera atingiu novo recorde em 2011, alerta relatório da ONU

20 de novembro de 2012 · Notícias

(PNUMA)

A quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera atingiu um novo recorde em 2011, afirmou hoje (20) a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Entre 1990 e 2011 houve um aumento de 30% na força radioativa – o efeito do aquecimento sobre o clima – por causa do dióxido de carbono (CO2) e outros gases que retêm o calor de longa duração.

Desde o início da era industrial, em 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram liberados na atmosfera como o CO2, provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, de acordo com boletim da OMM, lançado hoje, Gases de Efeito Estufa 2011, que tem como foco especial o ciclo do carbono. Cerca de metade desse dióxido de carbono permanece na atmosfera, sendo o restante absorvido pelos oceanos e pela biosfera terrestre .

“Esses bilhões de toneladas de dióxido de carbono adicionais em nossa atmosfera permanecerão lá por séculos, fazendo com que nosso planeta se aqueça ainda mais e tenha um impacto sobre todos os aspectos da vida na Terra”, disse o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud. “As emissões futuras só vão piorar a situação”.

“Até agora, sumidouros de carbono absorveram quase a metade do dióxido de carbono emitido pelos seres humanos na atmosfera, mas isso não vai necessariamente continuar no futuro. Já vimos que os oceanos estão se tornando mais ácidos como resultado da absorção de dióxido de carbono, com possíveis repercussões para a cadeia alimentar submarina e recifes de coral. Há muitas interações adicionais entre gases de efeito estufa, a biosfera da Terra e os oceanos, e precisamos aumentar a nossa capacidade de monitoramento e do conhecimento científico, a fim de entender melhor estes fenômenos “, disse Jarraud.

A agência observou que o dióxido de carbono é o gás de efeito estufa mais importante emitido pelas atividades humanas, e é responsável por 85% do aumento da força radioativa durante a última década. Também é o gás de efeito estufa mais importante de longa duração; os outros são o metano e o óxido nitroso.

Ação climática: Comissão Européia propõe redução significativa das emissões de gases fluorados com efeito de estufa

Reference: IP/12/1180 Event Date: 07/11/2012

Bruxelas, 7 de novembro de 2012

A Comissão Europeia deu hoje um passo importante na realização dos objetivos de longo prazo em matéria de alterações climáticas, ao apresentar uma proposta destinada a reduzir significativamente as emissões de gases fluorados. As emissões de gases fluorados, cujo efeito de estufa chega a ser 23 000 vezes maior do que o das de dióxido de carbono, aumentaram 60 % desde 1990, enquanto as de todos os outros gases com efeito de estufa foram reduzidas. O regulamento proposto visa reduzir as emissões de gases fluorados para um terço do nível atual até 2030. Proíbe ainda a utilização de gases fluorados em alguns equipamentos novos, como os frigoríficos domésticos, sempre que estejam disponíveis soluções alternativas viáveis e com menor impacto no clima.

Os gases fluorados são frequentemente utilizadas em sistemas de refrigeração e de ar condicionado, bem como em equipamento elétrico, espumas de isolamento, aerossóis e extintores de incêndio. São libertados para a atmosfera por instalações de produção e pelos aparelhos que os utilizam, designadamente quando estes aparelhos são eliminados.

Connie Hedegaard, Comissária para a Ação Climática, declarou a este respeito: «É com orgulho que apresento esta nova iniciativa, na altura em que comemoramos o 25.º aniversário do Protocolo de Montreal. Ao limitar a quantidade de gases fluorados que pode ser vendida na UE, este novo ato legislativo vai beneficiar o clima e criar excelentes oportunidades de negócio. A nossa legislação em vigor conseguiu pôr fim à tendência de crescimento das emissões e impulsionar a inovação tecnológica. Sendo atualmente possível criar produtos mais amigos do clima, damos um passo em frente reduzindo, de modo economicamente eficiente, as emissões de gases fluorados.». Continue lendo

Proposta da Comissão Européia pretende limitar a conversão de terras para a produção de biocombustíveis

Nova proposta da Comissão para minimizar impactos climáticos da produção de biocombustíveis

A Comissão publicou hoje uma proposta tendente a limitar a conversão de terras à escala mundial para a produção de biocombustíveis e a intensificar os benefícios, em termos climáticos, dos biocombustíveis utilizados na UE. A utilização de biocombustíveis obtidos a partir de produtos alimentares para cumprir o objetivo de 10% de energia renovável, constante da Diretiva Energias Renováveis, será limitada a 5%. Trata-se de estimular o desenvolvimento de biocombustíveis alternativos, da chamada segunda geração, derivados de matérias-primas não alimentares, como resíduos ou palha, que emitem substancialmente menos gases com efeito de estufa do que os combustíveis fósseis e não interferem diretamente com a produção mundial de alimentos. Pela primeira vez, serão tidos em conta os impactos estimados da conversão de terras à escala mundial – alterações indiretas do uso do solo – aquando da avaliação do desempenho dos biocombustíveis em termos de gases com efeito de estufa.

O Comissário responsável pela pasta da Energia, Günther Oettinger, declarou: «Esta proposta vai dar novos incentivos para biocombustíveis de desempenho ótimo. No futuro, os biocombustíveis evitarão emissões de gases com efeito de estufa em quantidade mais substancial e reduzirão a nossa fatura de importação de combustíveis.» Continue lendo

Oceana lança novo relatório: emissões de CO2 ameaçam a segurança alimentar baseada em frutos do mar

Clique aqui para baixar o relatório "Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World"

Clique aqui para baixar o relatório “Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World”

Oceana lista a vulnerabilidade das nações às alterações climáticas e à acidificação dos oceanos

Oceana, o maior grupo de advocacia internacional trabalhando unicamente para proteger os oceanos do mundo, divulgou um novo relatório hoje intitulado “Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World” (A segurança alimentar baseada no oceano em um mundo de CO2 alto), que fornece um ranking de nações que são mais vulneráveis às reduções na produção de frutos do mar, devido às mudanças climáticas e a acidificação dos oceanos.

Enquanto os frutos do mar são atualmente a principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas mais pobres do mundo, as emissões de dióxido de carbono estão fazendo com que os oceanos se  aqueçam e se tornem mais ácidos. Temperaturas do oceano em ascensão estão empurrando muitos peixes para águas mais profundas e mais frias nos polos e longe dos trópicos, enquanto o aumento da acidez está ameaçando habitats como os recifes de corais e o futuro dos frutos do mar, como ostras, mariscos e mexilhões. De fato, muitas nações em desenvolvimento costeiras e de pequenas ilhas, como as Maldivas, dependem mais pesadamente desses animais para a proteína e sofrerão as maiores dificuldades porque têm menos recursos para substituir o que se perdeu no mar.

“Para a maioria dessas nações ilha, frutos do mar são a fonte mais barata e mais facilmente disponível de proteína”, disse Matthew Huelsenbeck, autor do relatório e cientista marinho da Oceana. “A maioria dos pescadores de pequena escala simplesmente não são capazes de seguir os peixes em águas distantes com as alterações climáticas e a acidificação dos oceanos causando estragos nos recursos costeiros. Reduzir as emissões de CO2 é a única forma de resolver a acidificação global do oceano e o principal meio para deter as mudanças climáticas.” Continue lendo

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