23/03 – FIESP – Seminário Gestão da Água – A Crise não Acabou

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A FIESP realiza mais uma edição de seu seminário na semana que se comemora o Dia Mundial da Água. O evento, este ano intitulado “Seminário Gestão da Água – A crise não acabou”, que ocorrerá no próximo dia 23 de março de 2016 na sede da Federação, convida a todos a “debater com especialistas as ações estruturais necessárias para que, no futuro, São Paulo não volte a sofrer com a escassez de água como em 2014 e 2015.”

Segundo o conteúdo publicado no site da instituição o Seminário tem por objetivo promover debates sobre as ações estruturais e estruturantes necessárias para garantia do fornecimento de água à sociedade, enfocando a importância da governança pública e privada no planejamento de médio e longo prazo, considerando a possibilidade de recorrência de eventos críticos de escassez como os de 2014 e 2015, com consequências que poderão perdurar por vários anos.

As inscrições podem ser feitas clicando aqui. Continue lendo

ONU alerta: apenas 20% da água residual é tratada, provocando riscos para saúde e biodiversidade

Apenas 8% dos países de baixa renda são capazes de tratar as águas residuais. Foto: ONU Água

Apenas 8% dos países de baixa renda são capazes de tratar as águas residuais. Foto: ONU Água

Em tempos de crise hídrica, uma solução para minimizar a falta de água pode ser sua reciclagem. Mas, apenas 20% da água residual do mundo é atualmente tratada, prejudicando, principalmente, os países de baixa renda. A informação faz parte de um relatório elaborado por várias agências da ONU e divulgado na última segunda-feira (02).

O documento, produzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e o Programa da ONU para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), em nome da ONU Água, intitulado Wastewater Management- A UN-Water Analytical Brief (Gestão de Águas Residuais – Uma breve análise da ONU sobre a água), descreve os danos provocados no ecossistema e biodiversidade pela contaminação da água e a falta de tratamento, que prejudicam a saúde, as atividades econômicas e a segurança desse recurso natural.

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Nos países de baixa renda, esse problema se agrava, com apenas 8% dos países capazes de tratar as águas residuais. O acesso escasso à água e a contaminação desse bem natural geram doenças graves, que poderiam ser facilmente evitadas, principalmente na África, onde mais de 547 milhões de pessoas carecem de acesso a saneamento básico.

Para o diretor executivo do ONU-Habitat, Joan Clos, o gestão da água residual deve ser parte integral do planejamento urbano e da legislação de um país e a Conferência sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III), que acontece em 2016,  oferecerá uma oportunidade para tratar esse tema de forma global.

Já o chefe do PNUMA, Achim Steiner, ressaltou que cerca de 70% dos resíduos industriais em países em desenvolvimento não são tratados. Uma cifra que se bem administrada pode converter-se em uma oportunidade de conservação e acesso para diferentes setores.

“A agricultura consome 70% da extração global de água, mas a irrigação da agricultura com água residual reaproveitada está em alta e é usada para irrigar entre 20 e 45 milhões de hectares em todo o mundo. Isso é apenas uma fração do que é possível, se políticas e tecnologias disponíveis convergirem para assegurar que a água residual e água de qualidade sejam integradas em uma agenda de água mais holística dentro do processo pós-2015”, adicionou.

OCDE: Capital francesa deve se preparar agora para o risco de uma cara inundação do Sena

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Uma grande inundação do rio Sena semelhante ao desastre de 1910 poderia afetar até 5 milhões de habitantes na área metropolitana de Paris e causar até 30 bilhões de euros de danos, de acordo com um novo relatório da OCDE. O crescimento econômico, emprego e finanças públicas também poderiam ser significativamente afetados.

A OECD Review on Flood Risk Management of the Seine River (Análise da OCDE sobre a gestão de risco de inundação do Rio Sena) – encomendado pela Organização Bacia Sena Grands Lacs com o Ministério francês da Ecologia e o Conselho Regional da Ile-de-France – recomenda que as autoridades da cidade trabalhem para aumentar a conscientização do risco entre os cidadãos e as empresas e melhorar a resiliência da área metropolitana para os riscos de uma inundação.

Inundações recentes na Europa e o desastre em Nova Iorque devido ao furacão Sandy em 2012 ilustram a vulnerabilidade atual à inundações das cidades cada vez mais densas e a necessidade de adaptar os sistemas de infra-estruturas críticas para ser capaz de lidar com eventos climáticos extremos. A inundação de 1910 de Paris levou várias semanas a diminuir.

“O impacto em Paris de um grande dilúvio seria muito maior hoje do que há um século, com consequências econômicas e sociais graves no topo das perturbações temporárias e perdas materiais”, disse Rolf Alter, Diretor de Governança Pública da OCDE e da Direção de Desenvolvimento Territorial. “O melhor para Paris é se preparar para gerir este risco e melhorar a sua capacidade de resiliência, de modo a ser o menos vulnerável, para o benefício da cidade e do país.” Continue lendo

IPEA: Ipea publica livro sobre licenciamento ambiental

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11/12/2013 12:03

Ipea publica livro sobre licenciamento ambiental

Publicação foi lançada nesta quarta, 11, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados

O livro Licenciamento Ambiental para o Desenvolvimento Urbano: avaliação de instrumentos e procedimentos, lançado nesta quarta-feira, 11, na Câmara dos Deputados, é resultado de uma pesquisa iniciada em 2008 em seis estados brasileiros (Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Alagoas e Pernambuco), em que foram avaliados os instrumentos de licenciamento ambiental, em especial na etapa inicial da licença prévia.

Organizada por Diana Meirelles da Motta e Bolívar Pego, técnicos de Planejamento e Pesquisa do Ipea, além de analisar as políticas de licenciamento ambiental, a publicação pretende aprimorar o planejamento urbano e suas formas de gestão para agilizar o licenciamento em determinadas regiões.

“A necessidade da pesquisa reside na busca pelo aperfeiçoamento dos instrumentos para o desenvolvimento urbano que viabilizem especialmente as áreas com maior concentração da população de baixa renda, como as favelas e os loteamentos clandestinos”, explicou Diana Motta. Continue lendo

Nova publicação PNUD: User’s Guide on Assessing Water Governance

Nota do Editor: como alguns de vocês sabem, estou concluindo meu Mestrado em Sustentabilidade Econômica e Ambiental terminando minha dissertação que trata dos motivos pelos quais a política de recursos hídricos nacional (e nos Estados) tem pouca efetividade. Tive que cair necessariamente na questão da governança das águas, que possivelmente é um dos grande temas ligados à matéria neste século. Com isso, tenho recebido contribuições e encontrado publicações interessantes sobre water governance, sendo o User’s Guide on Assessing Water Governance , do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento uma destas, que saiu recentemente. Divido aqui com vocês e espero que aproveitem.

Clique na imagem para baixar o arquivo

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A governança das águas surgiu como uma das áreas mais importantes no contexto do desenvolvimento e serviços sustentáveis dos recursos hídricos, necessária para responder à escassez de água global – uma crise que não se trata de ter muito pouca água para satisfazer as nossas necessidades, mas de gestão da água e de torná-la acessível a todos.

O User’s Guide on Assessing Water Governance (Guia do Usuário para Avaliação de Governança das Águas) é um instrumento pertinente, que vem na hora certa para os profissionais de desenvolvimento e gestores, mas de modo mais importante para os governos, departamentos de água, autoridades locais e sociedade civil, para auxiliar a avaliação da situação de como a água é fornecida, a quem, como e identificar gargalos e desafios.

 Este guia tem como objetivo auxiliar os profissionais para projetar e conduzir avaliações de gestão dos recursos hídricos de forma mais eficaz dentro de seus próprios contextos locais ou nacionais. Ele também oferece orientação sobre uma série de temas concretos, como quais os aspectos de governança são importantes para observar, a escolha dos indicadores, coleta de dados, a forma de gerenciar os processos de muitas partes interessadas e como usar os resultados para influenciar as políticas. Continue lendo

CENDOTEC: Master 2 ” Water, Air, Pollution and Energy ” da ENSTA e Ecole Polytechnique

mestrado Água, Poluição do Ar, e Energia

A Ecole Nationale Supérieure des Techniques Avancées e a Ecole Polytechnique oferecem “Master 2” intitulado “Water, Air, Pollution and Energy” com o objetivo de compreender as leis que regem as interações e a evolução de meio ambiente natural. O curso será ministrado em inglês por professores de renome em suas áreas . É destinado a estudantes de todo o mundo com uma sólida formação em física, mecânica dos fluidos e matemática aplicada, que concluíram o nível de Master 1 ou 4 anos de estudos universitários ( ou equivalente). O segundo período de admissão termina em 01 de maio de 2013. O candidato deve, então, confirmar a aceitação antes de 15 de junho de 2013. Continue lendo

Indico: Especialização em Gestão de Resíduos e de Áreas Degradadas / Contaminadas com inscrições abertas

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Os mais próximos sabem que não sou de indicar cursos e afins sem ter participado de sua elaboração ou conhecer o suficiente dos organizadores e dos conteúdos propostos para poder atestar sua qualidade. Este é o caso do curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Gestão de Resíduos e de Áreas Degradadas / Contaminadas, que hoje se encontra com inscrições abertas na Universidade FUMEC. Participei das discussões que levaram ao projeto deste curso, coordenado pelo Prof. Dr. José Cláudio Junqueira Ribeiro, um dos maiores nomes da gestão de resíduos no Brasil e ex-Presidente da FEAM e pela Profa. Mirian Cristina Dias

O curso tem por objetivo formar profissionais com especialização em gestão dos resíduos e gerenciamento de áreas degradadas/contaminadas, capacitando-os para a concepção, planejamento e análise de estudos, planos e projetos de gestão de resíduos sólidos, logística reversa e gerenciamento integrado dos diversos tipos de resíduos e para a reabilitação de áreas degradas ou contaminadas. O curso visa proporcionar os conhecimentos necessários do novo marco legal, referências técnicas e tecnológicas e os princípios de gerenciamento necessários à prevenção e à recuperação dos solos.

Penso que em um contexto como o brasileiro, em que um dos maiores tema da questão ambiental são seus resíduos, é preciso ir além da gestão ambiental geral e ampliar seus conhecimentos, investindo em uma formação voltada para o gerenciamento de resíduos.

Como disse, as inscrições estão abertas.

Maiores informações e inscrição visite

http://www.fumec.br/cursos/pos-graduacao/especializacao/pos-graduacao-engenharia-arquitetura-design/gestao-residuos-e-areas-degradadas-contaminadas/o-curso/

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