IPEA lança publicação sobre a contabilização da água virtual na cultura da soja

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Acabou de sair em março uma nova públicação do IPEA “TD 2180 – Água Virtual e o Complexo Soja: contabilizando as exportações brasileiras em termos de recursos naturais”

O texto tem como objetivo contabilizar as exportações brasileiras em termos de recursos naturais, especificamente a água virtual, carreada pelo complexo soja em 2013, identificando, além da volumetria, os principais destinatários. A proposta, mais que a simples quantificação, é demonstrar que, sendo o Brasil um grande exportador de alimentos, também se posiciona deste modo em nível de fresh water e, nesta condição, suporta parcela substancial das necessidades hídricas alheias, apresentando-se a seus parceiros comerciais, por conseguinte, como uma fonte complementar do recurso.

Clique aqui para baixar esta publicação.

Fonte: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=27313&Itemid=406

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IBAMA começa a investigar o extermínio de abelhas por intoxicação por agrotóxicos no Brasil

Nota do editor: eu já tenho postado aqui e no facebook informações do que é conhecido como Global Honey Bee Colony Disorder ou Honey Bee Colony Collapse Disorder, dentre outras terminologias. Começou com um texto que recebi por e-mail com cara de hoax, mas depois passei a acreditar na questão quando recebi o documento do UNEP (PNUMA) “Global Honey Bee Colony Disorder and Other Threats to Insect Pollinators”, que vocês podem baixar aqui. Depois vi outros, como este da Federation of American Scientists (FAS) para o Congresso americano, intitulado “Honey Bee Colony Collapse Disorder”. Soube de aluguel de colmeias na Europa e me surpreendi ao ler matéria sobre a mesma pratica já ocorrendo no sul do Brasil, em fruticulturas. O que se alega na reportagem que tal negócio visa aumentar a produtividade. Agora a coisa tomou uma dimensão que o Ibama entrou na história, investigação a  intoxicação de abelhas com inseticidas do tipo neonicotinóide em São Paulo e, acreditem, nas nossas Minas Gerais. Se você acha isto tudo uma grande bovagem ou, quem sabe, um complô para mais uma vez prejudicar o agronegócio brasileiro, leia o texto abaixo e que tal assistir a fala de Marla Spivak no TEd Talks sobre o tema (ou algo mais de acordo com você, a animação Bee Movie).

Polinizadores em risco de extinção é ameaça à vida do ser humano

Colmeias exterminadas por agrotóxicos são problema mundial. No Brasil, há registros em São Paulo e Minas

LUCIENE DE ASSIS  

Cavalcanti: risco à alimentação humana (Créditos:Alessandro Dantas/MMA)O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está investigando o extermínio de abelhas por intoxicação por agrotóxicos em colméias de São Paulo e Minas Gerais. Os estudos com inseticidas do tipo neonicotinóides devem estar concluídos no primeiro semestre de 2015. Trata-se de um problema de escala mundial, presente, inclusive, em países do chamado primeiro mundo, e que traz como conseqüência grave ameaça aos seres vivos do planeta, inclusive o homem.De acordo com o coordenador geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas e Produtos Perigosos do Ibama, Márcio Freitas, o órgão está reavaliando, desde 2010, vários produtos suspeitos de causar colapsos e distúrbios em colmeias paulistas e mineiras. Segundo Freitas, que integra o Comitê de Assessoramento da Iniciativa Brasileira para Conservação e Uso Sustentável dos Polinizadores, a intoxicação prejudica a comunicação entre as abelhas e isto impede que elas retornem às colmeias, levando ao extermínio dos enxames.PROIBIÇÃO
Enquanto as análises dos produtos investigados não são concluídas, o órgão proibiu sua aplicação aérea (por avião) e na época da florada para não prejudicar a ação de insetos, aves e morcegos. “Interessa ao Ibama conhecer o comportamento dos polinizadores, entender seu comportamento e estabelecer medidas de mitigação para protegê-los”, explica Freitas. Continue lendo

ONUBR: Degradação de recursos naturais pode diminuir capacidade de países de arcar com dívidas, alerta PNUMA

19 de novembro de 2012

O Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou publicou (19) um estudo que relaciona os riscos de degradação dos recursos naturais e suas consequências ambientais com os principais indicadores macroeconômicos. O relatório E-RISC: A New Angle on Sovereign Credit Risk (E-RISC: um novo ângulo sobre risco de crédito soberano) leva em conta a pegada ecológica de um país e sua capacidade de gerar recursos para entender como isso pode afetar a economia de um país e, portanto, a sua capacidade de pagar as suas dívidas.

“Estamos vendo uma mudança de paradigma devido à escassez de recursos naturais com profundas implicações para as economias e, assim, no risco da dívida soberana no mundo todo”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, durante o lançamento do relatório, em Londres.

Cinco países que possuem condições bem distintas — Brasil, França, Índia, Japão e Turquia — foram analisados como parte do relatório, destacando os principais desafios financeiros decorrentes da crescente distância entre as progressivas demandas por recursos como água doce, florestas, solos, e os bens e serviços que os países podem fornecer de forma sustentável.

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O relatório mostra que a Índia agora exige quase 2 vezes mais de seus recursos ecológicos do que é capaz de gerar, enquanto a França exige 1,4 mais recursos do que pode produzir. Por sua vez, o Japão possuía apenas 35% dos recursos naturais renováveis necessários para seu mercado interno em 2008, e a Turquia enfrenta grandes riscos relacionados à escassez de água e à desertificação.

O Brasil possui posição privilegiada neste campo. Por ter a maior quantidade de biocapacidade do mundo, é o único entre os pesquisados que, apesar de ter triplicado sua pegada ecológica desde 1961, ainda gera mais recursos naturais e serviços do que as demandas de sua população. Isso faz com que o país, exportador de recursos naturais, tenha menos risco de ter sua economia negativamente afetada pela volatilidade de preços do setor. Entretanto, sua economia é altamente dependente da biocapacidade, o que faz com que a degradação dos recursos coloque em risco o desenvolvimento do país.

“Mais e mais países dependem de um nível da demanda de recursos que ultrapassa o que os seus próprios ecossistemas podem oferecer”, ressaltou Susan Burns, fundadora da Global Footprint Network, que colaborou com o PNUMA na produção do relatório.

“Esta tendência está reforçando a competição global por recursos limitados do planeta e representa riscos para os investidores de títulos soberanos, bem como para os países que emitem tais títulos. Uma descrição mais precisa da realidade econômica é, portanto, do interesse de todos”, completou.

Acesse aqui o relatório completo.

ONUBR: Em Dia Internacional, Secretário-Geral da ONU ressalta vínculos entre paz e preservação do meio ambiente

Foto: FAO/Giulio Napolitano

6 de novembro de 2012

Em observância ao Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Ambiente em Tempo de Guerra e  Conflito Armado, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu hoje (6) sobre os vínculos tênues entre conflito, paz e meio ambiente, exortando a comunidade internacional a reconhecer a paz e a segurança como “uma quarta dimensão crítica” do desenvolvimento sustentável.

“A guerra e os conflitos armados destroem a teia do desenvolvimento sustentável”, disse Ban Ki-moon em sua mensagem para o Dia, celebrado desde 2001. ”Não pode haver paz se o recurso básico do qual as pessoas dependem para alimento e rendimento estiver danificado ou destruído – ou se a sua exploração ilegal servir para financiar ou causar conflitos”, acrescentou.

De acordo com o Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), pelo menos 40% de todos os conflitos internos dos últimos 60 anostiveram ligação com a exploração de recursos naturais, recursos de alto valor, tais como madeira, diamantes, ouro e petróleo, ou escassez de recursos como terra fértil e água. Além disso, os conflitos envolvendo recursos naturais têm duas vezes mais probabilidade de se tornarem violentos.

“Neste Dia Internacional, reafirmemos nosso compromisso em gerir de forma sustentável e salvaguardar os recursos naturais, vitais em tempo de paz e de guerra”, afirmou Ban. “Façamos mais para prevenir conflitos por causa dos recursos naturais e maximizemos seus benefícios para a manutenção e a construção da paz.”

EEA: Será que vivemos em uma “economia verde”? Novo relatório de indicadores analisa os progressos realizados na Europa

Publicado em: 16 de maio de 2012 Modificado em: 16 maio de 2012

Apesar dos progressos em algumas áreas, a Europa deve fazer mais para criar a “economia verde” necessário para o continente para se tornar sustentável, segundo um novo relatório da Agência Europeia do Ambiente (EEA).

A economia verde está definida como um dos dois principais temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho deste ano. Simplificando, uma “economia verde” é aquela em que políticas ambientais, econômicas e sociais e as inovações permitam à sociedade utilizar os recursos de forma eficiente, mantendo os sistemas naturais que nos sustentam.

“O foco em economia verde no Rio reflete a importância desse assunto como uma prioridade fundamental do meio ambiente, e é particularmente oportuna, visto que ela pode fornecer um caminho para um renovado crescimento económico e a criação de emprego em resposta às atuais graves crises econômicas enfrentadas pela Europa”, afirmou a Diretora Executiva da EEA Jacqueline McGlade.

O ‘Environmental indicator report 2012‘ (Relatório de Indicadores Ambientais 2012) apresenta indicadores estabelecidos que ilustram o progresso para a melhoria da eficiência dos recursos e os outros que retratam o risco de ultrapassar limites ambientais. Em conjunto, eles permitem que os decisores políticos eo público a refletir sobre a posição da Europa vis-à-vis alguns aspectos de uma economia verde.

Para ver a matéria completa, clique aqui.

Para baixar o relatório, clique aqui.

IICA: 09 a 30/04 – CONGRESSO VIRTUAL INTERNACIONAL Reflexões para Rio + 20

Brasília-DF, 7/3/2012

Economia Verde e Inclusão Socioprodutiva: o papel da Agricultura Familiar

O Ministério do Desenvolvimento Agrário do Brasil (MDA) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) contam com sua participação no Congresso Virtual InternacionalReflexões para Rio + 20 Economia Verde e Inclusão Socioprodutiva: o papel da Agricultura Familiar. Trata-se de um evento preparatório para reunir subsídios técnicos que fortaleçam posições institucionais junto à Conferência Mundial Rio + 20.

Os temas Economia Verde e Inclusão Socioprodutiva são destaques na programação com duas conferências magnas. Serão também realizados fóruns com foco nos seguintes eixos temáticos: i) Desenvolvimento Rural Sustentável; ii) Recursos Naturais e Soberania Alimentar; iii) Produção e Consumo sustentável. Cada eixo terá rodadas de debates virtuais, com duração de uma semana e contará com a participação de dois palestrantes, dois comentaristas, um animador e um relator. Todas as atividades serão realizadas online.

Os resultados do Congresso serão consolidados em um informe técnico e uma revista especial que conterão a sistematização dos debates temáticos e as principais contribuições para a Rio + 20.

A participação é gratuita e a inscrição pode ser realizada no site:www.congressorio20.org.br onde está disponível o programa do congresso. Mais informações:contato@congressorio20.org.br

Pesquisadores traçam roteiro para a segurança alimentar em tempos de mudanças climáticas na revista Science

Neil Palmer (CIAT)

Avanços tímidos de Durban no campo da agricultura apontam para necessidade de maior contribuição da comunidade científica

 WASHINGTON (19 de janeiro) — Embora as negociações ocorridas na cidade de Durban no mês passado representem um progresso para ajudar os agricultores a se adaptar às mudanças climáticas e reduzir a pegada de carbono do setor, um grupo de especialistas internacionais em agricultura publica na edição de 20 de janeiro da revista Science um chamado para que a comunidade científica lance as bases para que, nas negociações climáticas de 2012, sejam tomadas medidas mais firmes no que se refere à segurança alimentar.

“A produção agrícola está sendo afetada no mundo todo pelas mudanças climáticas, e em menos de 15 anos a população mundial terá aumentado em 1 bilhão de pessoas”, declarou Sir John Beddington, principal autor do artigo “What Next for Agriculture After Durban?” (Como Ficará a Agricultura após Durban?). “É preciso que os formuladores de políticas públicas e os cientistas trabalhem juntos, e rápido, para traçar o curso que leve o mundo a alcançar um sistema de produção de alimentos sustentável.” Continue lendo

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