WMO: 2050 – Previsões do tempo para o futuro – Campanha

A Organização Meteorológica Mundial (World Meteorological Organization – WMO) lança mundialmente uma série de boletins meteorológicos imaginários – mas realistas – para o ano de 2050 com apresentadores de televisão conhecidos em seus países de origem. A campanha foi concebida para sensibilizar as pessoas sobre os impactos locais das mudanças climáticas.

A primeira previsão lançada foi da jornalista brasileira Claudia Celli, da RPC-TV, afiliada da Rede Globo no Paraná, para o dia 8 de junho de 2050. Chuvas no Sul do Brasil e oeste da Amazônia deverão ultrapassar os níveis mensais em apenas alguns dias, aumentando o risco de inundações e deslizamentos de terra, contrastando com uma seca que dura meses no Nordeste do Brasil e leste da Amazônia. É mais um dia quente, com temperaturas ultrapassando os 30°, mesmo com a chegada do inverno. O vídeo também traz uma entrevista com o Professor Jose Antonio Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil e uma fala do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon.

Boletins meteorológicos semelhantes na Dinamarca, Zâmbia, Burkina Faso, Estados Unidos, Bulgária, Filipinas, Bélgica, África do Sul, Islândia, Alemanha e Tanzânia serão exibidos nos próximos dias.

climate_summit_2014

Continue lendo

ONUBR: Fuligem é o segundo maior causador de mudanças climáticas, afirma PNUMA 16 de janeiro de 2013 · Destaque

A fuligem, ou carbono negro, é o segundo poluente de maior impacto para as mudanças climáticas, atrás somente do dióxido de carbono e à frente do metano, mostra estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) nesta terça-feira (15). A análise do Instituto para Governança e Desenvolvimento Sustentável (IGSD) – um dos integrantes da Coalizão pelo Clima e Qualidade do Ar (CCAC) do PNUMA – também evidencia que o potencial poluidor da fuligem, originária da queima incompleta de combustíveis fósseis e de biomassa, é duas vezes pior do que se pensava.

Segundo o documento, desenvolvido durante quatro anos por uma equipe de mais de 30 cientistas, o impacto da fuligem no Ártico e em outras regiões vulneráveis é maior e a substância tem grande influência no rápido aquecimento nas áreas de médias e altas latitudes do hemisfério norte.

O estudo conclui que a redução das emissões de fuligem derivada da queima principalmente de óleo diesel, mas também de outras fontes, como fornos de olarias e até a queima caseira de combustíveis, terá uma rápida influência na desaceleração do aquecimento global.

“A nova pesquisa mostra que temos que combater os poluentes de vida curta, como a fuligem. Peço que mais países, empresas e organizações ingressem na CCAC”, afirmou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, explicando que desde sua criação, em fevereiro de 2012, a coalizão cresceu de seis para 24 Estados-Membros.

Acesse o documento em inglês na página do Journal of Geophysical Research: Atmospheres.

Fonte: http://www.onu.org.br/fuligem-e-o-segundo-maior-causador-de-mudancas-climaticas-afirma-pnuma/

Banco Mundial: Novo relatório examina os riscos de um mundo 4 graus mais quente até o final do século

Clique na imagem para baixar o relatório completo em inglês

Clique na imagem para baixar o relatório completo em inglês           Para o Sumário executivo em português clique aqui

Novembro 18, 2012

 ‘Turn Down the Heat alerta: sem ação de política, os resultados podem ser perigosos: Inundação de cidades, aumento da desnutrição, morte de recifes, ondas de calor insuportáveis

WASHINGTON, 18 de novembro de 2012 – O mundo caminha rapidamente para ficar até 4 graus mais quente no final deste século se a comunidade global não tomar medidas relacionadas à mudança climática, o que desencadeará uma série de alterações incontroláveis, tais como ondas de calor extremo, diminuição dos estoques mundiais de alimentos e uma elevação do nível do mar que afetarão centenas de milhões de pessoas segundo um novo relatório científico encomendado pelo Banco Mundial que foi divulgado hoje.

Todas as regiões do mundo sofreriam – algumas mais do que outras – mas o relatório constata que os pobres serão os que mais sofrerão.

Turn Down the Heat (Reduzir o Calor), um retrato da mais recente ciência climática preparado para o Banco Mundial pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK) e pela Climate Analytics, diz que o mundo caminha para uma temperatura 4 graus centígrados[1] (4°C) mais elevada até o final deste século e que as atuais promessas relacionadas às emissões de gases do efeito estufa não reduzirão muito esse número.

 “Um mundo 4 graus mais quente pode e deve ser evitado – precisamos manter o aquecimento abaixo de 2 graus,” disse o Presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim.  “A falta de ação com relação à mudança climática ameaça tornar o mundo que nossos filhos herdarão completamente diferente do que habitamos hoje. A mudança climática é um dos maiores desafios ao desenvolvimento e precisamos assumir a responsabilidade moral de adotar medidas em nome das gerações futuras, especialmente dos mais pobres.” Continue lendo

ONUBR: Quantidade de gases efeito estufa na atmosfera atingiu novo recorde em 2011, alerta relatório da ONU

20 de novembro de 2012 · Notícias

(PNUMA)

A quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera atingiu um novo recorde em 2011, afirmou hoje (20) a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Entre 1990 e 2011 houve um aumento de 30% na força radioativa – o efeito do aquecimento sobre o clima – por causa do dióxido de carbono (CO2) e outros gases que retêm o calor de longa duração.

Desde o início da era industrial, em 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram liberados na atmosfera como o CO2, provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, de acordo com boletim da OMM, lançado hoje, Gases de Efeito Estufa 2011, que tem como foco especial o ciclo do carbono. Cerca de metade desse dióxido de carbono permanece na atmosfera, sendo o restante absorvido pelos oceanos e pela biosfera terrestre .

“Esses bilhões de toneladas de dióxido de carbono adicionais em nossa atmosfera permanecerão lá por séculos, fazendo com que nosso planeta se aqueça ainda mais e tenha um impacto sobre todos os aspectos da vida na Terra”, disse o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud. “As emissões futuras só vão piorar a situação”.

“Até agora, sumidouros de carbono absorveram quase a metade do dióxido de carbono emitido pelos seres humanos na atmosfera, mas isso não vai necessariamente continuar no futuro. Já vimos que os oceanos estão se tornando mais ácidos como resultado da absorção de dióxido de carbono, com possíveis repercussões para a cadeia alimentar submarina e recifes de coral. Há muitas interações adicionais entre gases de efeito estufa, a biosfera da Terra e os oceanos, e precisamos aumentar a nossa capacidade de monitoramento e do conhecimento científico, a fim de entender melhor estes fenômenos “, disse Jarraud.

A agência observou que o dióxido de carbono é o gás de efeito estufa mais importante emitido pelas atividades humanas, e é responsável por 85% do aumento da força radioativa durante a última década. Também é o gás de efeito estufa mais importante de longa duração; os outros são o metano e o óxido nitroso.

Oceana lança novo relatório: emissões de CO2 ameaçam a segurança alimentar baseada em frutos do mar

Clique aqui para baixar o relatório "Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World"

Clique aqui para baixar o relatório “Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World”

Oceana lista a vulnerabilidade das nações às alterações climáticas e à acidificação dos oceanos

Oceana, o maior grupo de advocacia internacional trabalhando unicamente para proteger os oceanos do mundo, divulgou um novo relatório hoje intitulado “Ocean-Based Food Security Threatened in a High CO2 World” (A segurança alimentar baseada no oceano em um mundo de CO2 alto), que fornece um ranking de nações que são mais vulneráveis às reduções na produção de frutos do mar, devido às mudanças climáticas e a acidificação dos oceanos.

Enquanto os frutos do mar são atualmente a principal fonte de proteína para mais de um bilhão de pessoas mais pobres do mundo, as emissões de dióxido de carbono estão fazendo com que os oceanos se  aqueçam e se tornem mais ácidos. Temperaturas do oceano em ascensão estão empurrando muitos peixes para águas mais profundas e mais frias nos polos e longe dos trópicos, enquanto o aumento da acidez está ameaçando habitats como os recifes de corais e o futuro dos frutos do mar, como ostras, mariscos e mexilhões. De fato, muitas nações em desenvolvimento costeiras e de pequenas ilhas, como as Maldivas, dependem mais pesadamente desses animais para a proteína e sofrerão as maiores dificuldades porque têm menos recursos para substituir o que se perdeu no mar.

“Para a maioria dessas nações ilha, frutos do mar são a fonte mais barata e mais facilmente disponível de proteína”, disse Matthew Huelsenbeck, autor do relatório e cientista marinho da Oceana. “A maioria dos pescadores de pequena escala simplesmente não são capazes de seguir os peixes em águas distantes com as alterações climáticas e a acidificação dos oceanos causando estragos nos recursos costeiros. Reduzir as emissões de CO2 é a única forma de resolver a acidificação global do oceano e o principal meio para deter as mudanças climáticas.” Continue lendo

ONUBR: Protocolo da ONU para redução de gases nocivos à camada de ozônio completa 25 anos e 98% da meta

17 de setembro de 2012

25 anos do Protocolo de MontrealO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou os esforços da comunidade internacional em proteger a atmosfera, observando que com a eliminação global de 98% dos gases que destroem a camada de ozônio, a esfera gasosa que protege a Terra dos raios solares, agora está em um bom caminho para se recuperar ao longo das próximas cinco décadas.

A ONU celebrou no domingo (16) o Dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio e também os 25 anos do Protocolo de Montreal, que traçou metas para reduções de gases nocivos à camada de ozônio na atmosfera.

“[O Protocolo] não é meramente um sucesso em atingir seus objetivos imediatos, ele oferece lições e inspiração importantes para enfrentar outros desafios globais e transformá-los em oportunidades de progresso comum”,  disse Ban em sua mensagem sobre o Dia.

O Secretário-Geral, no entanto, lembrou que os desafios propostos pelo Protocolo ainda não acabaram. “Os governos devem manter seu compromisso para terminar o trabalho e evitar problemas adicionais. O uso de hidrofluorcarbonetos [HFCs] – substâncias químicas “amigas” do ozono mas que também são poderosos gases de efeito estufa –está crescendo rapidamente para substituir substâncias destruidoras de ozônio”.

Brasil avança

Representante Residente do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, e Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Foto: PNUD

No Brasil, o Dia foi lembrando em uma cerimônia sexta-feira (14), em Brasilia, da qual participaram a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o Representante Residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek, entre outras autoridades. Continue lendo

Projeto mineiro é modelo para monitoramento de gases que provocam efeito estufa durante a Copa de 2014

Sex, 10 de Agosto de 2012 14:06

O modelo desenvolvido em Minas Gerais para identificar fontes e emissões de gases de efeito estufa durante a Copa do Mundo de 2014 será a base para iniciativas semelhantes das capitais brasileiras que sediarão o torneio de futebol. O ‘Inventário Ex-ante das Emissões de Gases de Efeito Estufa da Copa do Mundo 2014 em Minas Gerais’ e o ‘Plano de Redução de Emissões’, que estão em fase de elaboração, servirão como referência para as outras cidades-sede na construção dos seus próprios documentos.

Nos final de julho, uma comitiva do governo do Ceará esteve em Belo Horizonte para conhecer a metodologia, os procedimentos e as ações desenvolvidas pelas equipes da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), Secretaria de Estado Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para aplicação naquele Estado. Continue lendo

%d blogueiros gostam disto: