Presidente do HIDROEX participa de Painel Especial sobre cooperação pelas águas durante Conferência Geral da UNESCO

© UNESCO/F. Gentile Speech by Irina Bokova on the occasion of the International Year of Water Cooperation, Side-Event of the 37th session of the General Conference of UNESCO

© UNESCO/F. Gentile Speech by Irina Bokova on the occasion of the International Year of Water Cooperation, Side-Event of the 37th session of the General Conference of UNESCO

“A cooperação pelas águas é sobre a dignidade humana …”, afirmou a Diretora-geral

Em 14 de novembro de 2013, a Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, abriu o evento do Painel Especial sobre o Ano Internacional de Cooperação pela Água, organizado no âmbito da 37 ª Sessão da Conferência Geral da instituição, realizado na sede da UNESCO em Paris.

“A cooperação pelas águas é sobre a dignidade humana, tanto quanto é sobre o desenvolvimento, os dois não podem ser separados”, afirmou a Diretora Geral.

Participaram do evento o presidente da Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (HidroEX), Octávio Elísio Alves de Brito, o Vice-Presidente para a África do Programa Hidrológico Internacional (PHI), Chrispine Omondi Juma, o embaixador do Tajiquistão nas Nações Unidas, Sua Excelência o Senhor Sirodjidin M. Aslov, bem como os Delegados Permanentes junto à UNESCO da Holanda, Alemanha, Hungria, República da Coreia e México.

Os palestrantes discutiram uma variedade de tópicos que são de grande importância para o futuro da cooperação pela água, incluindo a cooperação contra a escassez de água, segurança hídrica na África, e compartilhamento de água e manejo sustentável. O evento faz parte de uma série de eventos organizados no contexto do Ano Internacional de Cooperação pela Água que a UNESCO lidera em nome da ONU-WATER.

Minha palestra nas comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente no Izabela Hendrix

Companheiros de Aldeia, ontem participei do painel “Água, para onde vai? Para onde vamos?” com a palestra “Os 400, a água e Dia Mundial do Meio Ambiente” dentro das comemorações do Dia Mundial da Água promovidos pelos cursos de Ciências Biológicas e Engenharia Ambiental e Sanitária do Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix, onde tenho a honra de ser professor da disciplina “Direito Ambiental e Sanitário”. Aproveito para agradecer as coordenadoras Danielle e Elizabeth pela oportunidade.

Para quem quiser acessá-la, duas opções: baixe o arquivo neste link: Os 400, a água e Dia Mundial do meio ambiente ou assista diretamente via slideshare (abaixo).

MCTI/CNPQ e HIDROEX lançam edital para bolsas de estudo no IHE (Delft, Holanda)

hidroex TRANSPARENTE PORTUGUES

Dentro das comemorações do Dia Mundial da Água, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq e o Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (HIDROEX), entidade do Governo do Estado de Minas Gerais integrante do Programa Hidrológico Internacional da UNESCO (IHP-UNESCO) lançaram uma chamada pública para seleção de candidatos em nível de pós-graduação para estudos no Instituto de Educação para as Águas (UNESCO-IHE), sediado em Delft, Holanda, no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF). Os candidatos concorrerão a vagas nas modalidades doutorado sanduíche (SWE), doutorado pleno (GDE) e pós-doutorado (PDE).

ciencia sem fronteirasOs contemplados receberão bolsas de estudo pelo Programa Ciência sem Fronteiras (CsF), em uma parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As propostas devem ser encaminhadas pelo candidato exclusivamente via Internet pela Plataforma Carlos Chagas, no site do CNPq, até o dia 3 de maio deste ano. A seleção ocorrerá a partir de junho e o apoio tem início em julho.

Para consolidar e viabilizar o programa de estágios, o Unesco-Hidroex firmou parcerias com a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

As propostas deverão abordar mais especificamente as seguintes linhas temáticas:

  • Gestão de Recursos Hídricos e Governança: aspectos institucionais e legais; governança; instrumentos de gestão; unidades de gestão; gerenciamento do ciclo da água em território urbano; mudanças organizacionais no setor da água.
  • Prevenção e Controle da Poluição Aquática: gestão de resíduos sólidos; prevenção da poluição e produção mais limpa; recuperação ambiental; ecotecnologias; sistemas sustentáveis; reuso de água.
  • Segurança Hídrica: desenvolvimento de pesquisas e metodologias que tratam de sistemas de águas superficiais e subterrâneas; bacias hidrográficas, portos e hidrovias  em seus aspectos principais: análise e compreensão da hidrologia; hidráulica; processos geotécnicos e morfológicos; planejamento e desenho de intervenções de engenharia em escala local, regional e trans-fronteira; gestão, operação e manutenção de infraestrutura hídrica relacionada; avaliação ambiental e mitigação de impactos devido ao uso de água e intervenções nos sistemas hídricos; desenvolvimento, aperfeiçoamento e aferição de modelos aplicáveis a alerta de eventos hidrológicos extremos de longo e curto prazo (cheias e secas); estudos visando à previsão de eventos extremos, seus efeitos e minimização.
  • Integridade ambiental: impactos das mudanças globais sobre a água; desenvolvimento de planos de gestão integrada dos sistemas hídricos; desenvolvimento de diretrizes para a elaboração e gestão de zonas húmidas; desenvolvimento de modelos de alocação de água; prevenção da poluição e recuperação de recursos ambientais; estudos do papel da água para produção de alimentos e redução da pobreza.
  • Águas Urbanas: desenvolvimento de planos para a gestão integrada da água urbana; reconhecimento de riscos e incertezas na gestão da água urbana; desenvolvimento de processos de tratamento baseados em sistemas naturais; desenvolvimento de sistemas descentralizados e de baixo custo para o fornecimento de água e saneamento; desenvolvimento de tecnologias avançadas para tratamento de águas residuais; desenvolvimento de modelos e soluções para risco de inundação urbana.
  • Ecologia e Recursos Hídricos: processos ecológicos em sistemas aquáticos, ecohidrologia; mensuração e valoração dos serviços ecossistêmicos.
  • Hidroinformática: modelagem de paradigmas, incertezas e riscos; sistemas de engenharia, otimização e integração; tomada de decisão colaborativa e computação e aprendizagem baseados na internet.

O Edital está disponível no seguinte link.

Webdicas: relatório UNESCO “From Green Economies to Green Societies” (De Economias verdes para Sociedades Verdes “)

Clique na imagem para baixar o Relatório

A UNESCO recentemente publicou o relatório “From Green Economies to Green Societies” (De Economias verdes para Sociedades Verdes “), que serve como uma importante contribuição para o processo preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), a ser realizada no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de  junho de 2012. Ele fornece uma visão da Organização para Rio +20 e dá exemplos concretos que demonstrem o trabalho da Organização para promover o desenvolvimento sustentável. Ele também fornece um roteiro para a ação futura sobre como construir sociedades verdes eqüitativas e inclusivas, por meio da educação, ciências, cultura, comunicação e informação.

20 e 21/03 – Seminário Chuvas e Desastres Urbanos

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A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Estado de Minas Gerais, o Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Água (Unesco-HidroEx) e a Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) realizam, nos dias 20 e 21 de março, o Seminário Chuvas e Desastres Urbanos, às 09h no Centro de Artes e Convenções da UFOP.

O objetivo do evento é atualizar conceitos e técnicas referentes à prevenção de desastres urbanos causados por eventos climáticos extremos; estratégias geotécnicas de proteção de encostas; replanejamento das ocupações de encostas e margens de rios em cidades, além de abordar as questões relativas a enchentes, como alertas e logística de ação e socorro durante desastres urbano.

Para se inscrever, clique na imagem acima ou aqui.

Programação do Evento

Data: 20/03

  • 09h – Entrega de material e café da manhã
  • 10h – Abertura
  • 11h – Geól. Agostinho Ogura CEMADEN – Palestra Magna: Os desafios do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN para Redução de risco de desastres de deslizamentos no Brasil
  • 11h40 – Dr. Márcio Cândido e Eng. Elizabeth Guelman (CPRM): Sistema de alerta do Rio Doce: 15 anos de operação.
  • 14h40 – Dr. Ricardo Marcelo da Silva (IGAM): Aplicações do Radar meteorológico no monitoramento das chuvas: antes, durante e depois de desastres urbanos.
  • 15h20 – Eng. Marcelo de Deus e Eng. André Cavalcanti (CEMIG): Controle de cheias no Setor elétrico.
  • 16h – Coffee break
  • 16h30 – Tenente-Coronel PM Fabiano Villas Boas (Defesa Civil de Minas Gerais): Atuação da Defesa Civil de Minas Gerais no período chuvoso de 2011/2012.
  • 17h10 – Geól. Sônia Knauer (PBH): Políticas públicas voltadas para proteção de encostas; replanejamento das ocupações de encontas e margens de rios
  • 17h50 – Debate
  • 18h30 – Coquetel de Confraternização

Data: 21/03

  • 9h – Dra. Luigia Brandmarte (IHE): Enchentes urbanas: novas oportunidades, incerteza e gestão do risco
  • 9h40 – Dra. Priscilla Moura (UFMG): Aplicações de sistemas de auxilio à decisão em controle
  • 10h20 – Coffee break
  • 10h50 – Dr. Nilo de Oliveira (UFMG): Planos de Contingenciamento.
  • 11h30 – Dr. Romero Cesar Gomez (UFOP): Carta geotécnica de Ouro Preto: base de engenharia e monitoramento.
  • 12h10 – Almoço.
  • 14h10 – Dr. Mário Cicareli (Potamos Engenharia): Enchentes urbanas: necessidade de uma articulação governamental.
  • 14h50 – Dr. Álvaro Rodrigues dos Santos (Geólogo Consultor): Administrar o risco ou eliminar o risco, qual a decisão estratégica mais correta?
  • 15h30 – Mesa redonda
  • 16h30 – Café Encerramento

Erasmus Mundus – Mestrado IMETE – Oportunidades de bolsas


O Programa Internacional de Mestrado em Tecnologia Ambiental e Engenharia (IMETE) é um Programa Erasmus Mundus em que os alunos estudam em três países: Bélgica, República Checa e Holanda. Os participantes começam a estudar na UNESCO-IHE (Institute for Water Education).

Como de costume, há “bolsas janelas” disponíveis para candidatos de um país específico. Isto significa que haverá pelo menos uma bolsa Erasmus Mundus, que será concedida a um candidato de um dos seguintes países: Balcãs Ocidentais ea Turquia, Tunísia e Egito, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Geórgia, Moldávia e Ucrânia.

Estudantes desses países são especialmente encorajados a se inscrever, pois eles têm uma chance maior de obter uma bolsa.

O prazo para os candidatos foi estendido para 3 de fevereiro de 2012 (prazo normal para Erasmus Mundus é 15 de janeiro de 2012).

Leia mais sobre o programa e processo de candidatura comunhão em: http://www.imete.ugent.be .

UNESCO – Ritual Yaõkwá, da tribro brasileira Enawene Nawe, é inscrito na Lista do Patrimônio Imaterial

 Ritual na aldeia Matokodakwa, Terra Indígena Enawenê Nawê. Foto: Kristian Bengtson, 2003
Ritual na aldeia Matokodakwa, Terra Indígena Enawenê Nawê. Foto: Kristian Bengtson, 2003

 Ritual Yaõkwá está em risco devido a hidrelétricas autorizadas pelo Governo Brasileiro!

O Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, reunido em Bali (Indonésia) de 22 a 29 de novembro, adicionou 11 novos itens na Lista do Patrimônio Imaterial em necessidade de salvaguarda urgente. O Yaokwa, ritual do povo Enawene Nawe (Brasil) para a manutenção da ordem social e cósmica, foi selecionado como uma das cinco melhores novas práticas de salvaguarda.

Clique aqui para ler a matéria completa (em inglês)

Justifica-se o enquandramento em “necessidade de salvaguarda urgente”. O ritual encontra-se em risco por vários problemas, como a falta de peixes (que tiveram que ser comprados pela FUNAI para a realização da cerimônia), ocasionada pelos impactos da construção de  hidrelétricas (5) autorizadas pelo Ministério das Minas e Energia para funcionar a montante da aldeia Enawenê-nawê, leia a matéria “Hidrelétricas ameaçam ritual do povo Enawenê Nawê” no site do Instituto SocioAmbiental (ISA). Informações frescas sobre o caso estão na nova edição do livro Povos Indígenas no Brasil do período 2006-2010 lançado pela ISA dia 21 de novembro, em São Paulo, 22 em Brasília, 25 no Rio e no próximo dia 30 em Manaus.

E fica a pergunta: com tal reconhecimento feito pela UNESCO, o Governo Brasileiro vai modificar sua posição?????

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