Estudo inédito do IBGE comprova desmatamento e aponta redução nas pastagens naturais e florestas

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De 2010 a 2012, as áreas ocupadas por vegetação natural não-arbórea sujeitas ao pastoreio (pastagens naturais), que predominam nos biomas cerrado, caatinga e pampa, apresentaram uma redução de 7,8% em sua cobertura, com uma perda de aproximadamente 149.670 km2. Nas vegetações florestais, que predominam nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, nesse período, o percentual de desflorestamento foi quatro vezes menor (1,8%), e correspondeu a cerca de 59.230 km2. Observou-se uma aceleração nos processos de mudanças na cobertura e uso da terra, uma vez que nos dois anos compreendidos entre 2010 e 2012, houve alterações em 3,5% do território nacional, a metade do observado nos dez anos compreendidos entre 2000 e 2010 (7,0%). Entre as áreas que sofreram alteração, o principal processo observado foi a expansão agrícola, responsável por 68,0% (77.520 km2) dos avanços em áreas florestais e áreas florestais mistas e 66,0% (101.710 km2) das mudanças nas pastagens naturais e campestres mistas.

Essas informações fazem parte do projeto Mudanças na Cobertura e Uso da Terra, que, inserido no contexto das conferências mundiais sobre meio ambiente, na implementação do Sistema de Contabilidade Econômica Ambiental e nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), tem como objetivo monitorar as mudanças na cobertura e uso da terra do Brasil a cada dois anos e possibilitar comparações internacionais. Nesta divulgação, foram analisados os períodos de 2000 a 2010 e de 2010 a 2012, utilizando imagens de satélite de diferentes resoluções espaciais associadas a informações complementares.

A publicação completa do estudo pode ser acessada aqui.

Na página do IBGE você encontra também audios e arquivos da apresentação do estudo. Acesse aqui.

AMDA – Troféu motosserra é entregue à ALMG e deputados reagem à crítica

Deputado Jayro Lessa recusa prêmio e agride verbalmente ambientalistas

Ambientalistas com o troféu motosserra na porta da ALMG / Crédito: Amda

Ambientalistas com o troféu motosserra na porta da ALMG / Crédito: Amda

Belo Horizonte, 01 de outubro de 2013 – Representantes da Frente Mineira pela Proteção da Biodiversidade entregaram na tarde de hoje (01) uma motosserra gigante à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) como prêmio pela aprovação da nova Lei Florestal Mineira. A motosserra desfilou pelas ruas de Belo Horizonte em um trio elétrico, que seguiu para a ALMG. Lá, os manifestantes procuraram alguns dos deputados que votaram a favor do Projeto de Lei 276/11, que modifica a Lei Florestal Mineira, de nº 14.309/02, e enfrentaram a fúria dos ruralistas, como Jayro Lessa (DEM), que agrediu verbalmente os ambientalistas.

O deputado Lessa afirmou, em alto e bom som, que os ambientalistas “não trabalham” e que ficam apenas “na zona sul debaixo do ar condicionado”. Além de enfatizar que é a favor do desmatamento, Lessa disse que votou a favor da lei e que faria de novo, argumentando que o “povo está passando fome”. O episódio ocorreu no café da ALMG com a presença de diversos espectadores que vaiaram o deputado após o tumulto. “Foi uma cena cômica e trágica ao mesmo tempo. Trágica pela sua postura, já que ele deveria proteger o interesse público e respeitar a sociedade e não foi isso que ele fez. Lessa aprovou um projeto que fere os interesses da sociedade e nos recebeu de maneira cômica, deixando claro seu descontrole com a situação”, relatou Maria Dalce Ricas, superintendente executiva da Amda. Para Elizabete Lino, Relações Institucionais da Amda, que também estava na ALMG, foi uma cena surreal. “Fiquei impressionada como a forma que o deputado nos tratou”, disse.

Gustavo Correia (DEM) e Paulo Guedes (PT) também receberam o troféu motosserra. O primeiro deputado ouviu os ambientalistas e recebeu o prêmio. Já Paulo Guedes, depois de aceitar o troféu, voltou ao local onde os ambientalistas estavam concentrados e tentou argumentar que seu voto havia sido contrário ao projeto, diferente do que realmente aconteceu.

Rogério Correia (PT), que votou contra o PL, também conversou com os ambientalistas e aprovou a entrega do troféu motosserra. Correia apoiou uma das emendas propostas pela Frente sobre barramento em Veredas, um dos itens da campanha lançada pelos ambientalistas para solicitar o veto do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia. “A nova lei não vai resolver a situação econômica de Minas, mas o estado não precisa mais desmatar para crescer”, disse Correia.

Outro item da campanha Veta, governador! é a permissão ao desmatamento em áreas consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade no estado. Para a Frente, a nova Lei Florestal Mineira é um grande retrocesso das normas jurídicas de proteção da biodiversidade e da água em Minas. O projeto, além de repetir artigos da Lei nº 12.651 – aprovada no Congresso Nacional em novembro de 2012 – considerados inconstitucionais pelo Ministério Público e altamente prejudiciais ao meio ambiente, foi piorado pela ALMG com acréscimo de artigos com finalidade clara de beneficiar o agronegócio.

Veja no facebook mais fotos do ato: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.436918029747343.1073741833.265816860190795&type=1

Para mais informações: (31) 3291 0661

No primeiro Dia Internacional das Florestas, FAO pede alvo pelo “Desmatamento Ilegal Zero”

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21 mar 2013 , Roma – No primeiro Dia Internacional das Florestas , comemorado  hoje pela ONU, o Diretor Geral da FAO José Graziano da Silva propôs que os países apoiar como alvo um desmatamento ilegal zero  no contexto do debate pós-2015.

“Em muitos países, o desmatamento ilegal está degradando ecossistemas, diminuindo a disponibilidade de água e limitando a oferta de lenha – que reduzem a segurança alimentar, especialmente para os pobres”, afirmou Graziano da Silva, em uma cerimônia que marca o Dia Internacional das Florestas. “Parar o desmatamento ilegal e a degradação florestal poderia fazer muito para acabar com a pobreza, a fome extrema e trazer sustentabilidade”. Continue lendo

ONUBR: Degradação de recursos naturais pode diminuir capacidade de países de arcar com dívidas, alerta PNUMA

19 de novembro de 2012

O Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou publicou (19) um estudo que relaciona os riscos de degradação dos recursos naturais e suas consequências ambientais com os principais indicadores macroeconômicos. O relatório E-RISC: A New Angle on Sovereign Credit Risk (E-RISC: um novo ângulo sobre risco de crédito soberano) leva em conta a pegada ecológica de um país e sua capacidade de gerar recursos para entender como isso pode afetar a economia de um país e, portanto, a sua capacidade de pagar as suas dívidas.

“Estamos vendo uma mudança de paradigma devido à escassez de recursos naturais com profundas implicações para as economias e, assim, no risco da dívida soberana no mundo todo”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner, durante o lançamento do relatório, em Londres.

Cinco países que possuem condições bem distintas — Brasil, França, Índia, Japão e Turquia — foram analisados como parte do relatório, destacando os principais desafios financeiros decorrentes da crescente distância entre as progressivas demandas por recursos como água doce, florestas, solos, e os bens e serviços que os países podem fornecer de forma sustentável.

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O relatório mostra que a Índia agora exige quase 2 vezes mais de seus recursos ecológicos do que é capaz de gerar, enquanto a França exige 1,4 mais recursos do que pode produzir. Por sua vez, o Japão possuía apenas 35% dos recursos naturais renováveis necessários para seu mercado interno em 2008, e a Turquia enfrenta grandes riscos relacionados à escassez de água e à desertificação.

O Brasil possui posição privilegiada neste campo. Por ter a maior quantidade de biocapacidade do mundo, é o único entre os pesquisados que, apesar de ter triplicado sua pegada ecológica desde 1961, ainda gera mais recursos naturais e serviços do que as demandas de sua população. Isso faz com que o país, exportador de recursos naturais, tenha menos risco de ter sua economia negativamente afetada pela volatilidade de preços do setor. Entretanto, sua economia é altamente dependente da biocapacidade, o que faz com que a degradação dos recursos coloque em risco o desenvolvimento do país.

“Mais e mais países dependem de um nível da demanda de recursos que ultrapassa o que os seus próprios ecossistemas podem oferecer”, ressaltou Susan Burns, fundadora da Global Footprint Network, que colaborou com o PNUMA na produção do relatório.

“Esta tendência está reforçando a competição global por recursos limitados do planeta e representa riscos para os investidores de títulos soberanos, bem como para os países que emitem tais títulos. Uma descrição mais precisa da realidade econômica é, portanto, do interesse de todos”, completou.

Acesse aqui o relatório completo.

ABES/SP: 25/09 – Seminário “Alterações do Código Florestal e os Desafios do Desenvolvimento Sustentável”

28 a 29/06 – 6º Congresso Internacional de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Indústria de Base Florestal e de Geração de Energia – Madeira 2012

 Trata-se da sexta edição do congresso que se tornou referência de qualidade para o setor florestal e de geração de energia a partir da biomassa das plantações florestais. Reunirá cerca de 300 participantes desses segmentos industriais para a discussão de temas desafiantes e inovadores com palestrantes brasileiros e estrangeiros da mais alta qualificação técnica. O congresso reúne a alta direção de grandes companhias, técnicos, pesquisadores, consultores e dirigentes de pequenas e médias empresas do setor em torno do debate de temas estratégicos para o aprimoramento da governança corporativa, enfretamento de crises e eficiência empresarial. Estudantes também serão esperados no evento que irá tratar de certificação, investimentos, inovações tecnológicas e a participação da indústria de base florestal numa economia de baixo carbono.

Para maiores informações e inscrições: http://congressomadeira.com.br/2012/

Código Florestal: Consea pede a Dilma o veto integral

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Data: 23/05/2012

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) aprovou nesta quarta-feira uma exposição de motivos recomendando à presidenta Dilma Rousseff o veto integral à proposta de Código Florestal que foi aprovada no Congresso Nacional. 

O pedido de veto total foi colocado em discussão e votação na manhã desta quarta-feira, durante reunião plenária do conselho, no Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília. A recomendação de veto foi aprovada pela unanimidade dos conselheiros presentes. 

O Consea é um órgão consultivo, de assessoramento da Presidência da República. O conselho é formado por 57 conselheiros titulares, sendo 19 representantes de ministérios e 38 representantes de entidades da sociedade civil. 

Para o Consea, a proposta de novo Código Florestal, na forma como foi aprovado na Câmara dos Deputados, provocaria “graves impactos sobre a segurança alimentar e nutricional da população brasileira”. 

De acordo com o conselho, o projeto de Código Florestal possui “diversos dispositivos que ameaçam destruir recursos hídricos e florestais”.  Um desses dispositivos seria a anistia, “que consolida a ocupação irregular, legitima a degradação e chancela e premia a impunidade”. 

Para o Consea, “é possível produzir alimentos em harmonia com a natureza ou com baixo impacto sobre o meio ambiente”. O conselho cita como exemplos os sistemas agroecológicos e da produção orgânica, que, inclusive, estão sendo discutidos na plenária, como contribuições para a Política Nacional de Agroecologia, que está sendo preparada pelo governo. 

“Diante do exposto”, conclui, “recomendamos que Vossa Excelência faça uso de seu poder constitucional e vete integralmente projeto, evitando assim que normativo tão aviltante venha a ter existência no nosso ordenamento jurídico às vésperas da Rio+20, sediada pelo Brasil”, conclui o texto. 

A exposição de motivos estará disponível no site do Consea (www.presidencia.gov.br/consea) a partir desta quinta-feira (25).

Fonte: Ascom/Consea

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